sexta-feira, 19 de junho de 2015

Greifenbug - Tolmin

16/06/2015

Aproveitei a trégua da chuva, e fui fazer um pouco de ginástico, mas a janela foi curta, 1 hora depois já começo a chuviscar novamente.  Fui até a recepção e vi a caixa de papelão com minha vela dentro, hora de levantar acampamento.  Zarpei rumo a Villach (onde estivera no dia anterior) debaixo de tempo bem feio, e depois Eslovênia.  A estrada expressa (Autobahn) vai direto para a capital Ljubiana, mas meu caminho era para região dos Alpes Julianos, praticamente na fronteira Itália/Eslovênia/Áustria portanto fui pelas pequenas e sinuosas estradinhas nos Alpes, minha média de velocidade neste trecho foi abaixo de 40km/h plenamente compensada pelas belas paisagens avistadas.  

E a vela chegou !!!! 

 Ainda na Áustria,  nuvens baixasssss

Acidente tudo parou por 1 hora, deixam o meio livre para ambulância 

 Após a fronteira Austria/Eslovenia

Assim que cruzei a fronteira percebi que estava deixando o mundo que conhecia, pois não entendi mais “patavina” do rádio, começando a aventura pelos Balkans (Balcãs ?).  Cheguei no por do sol no Camping Gabriej, no vilarejo homônimo próximo a Tollmin.   Lá estavam os documentos enviados pela Seguradora (carta verde) e também uma nova Gopro 4 enviada pelo fabricante da Holanda, pois a minha tinha pifado e estava no período de 1 ano de garantia (uuufaaaaa).  Piloto húngaro, que foi meu vizinho no camping na Itália, também estava lá.  Joguei bastante conversa fora, planejando a ida para Krusevo, pegando dicas etc... O tempo continuava horrível, e a previsão do dia seguinte não era boa tampouco.   A infraestrutura do Camping está melhorando rapidamente, e o principal WiFi free !!!  Algo inexistente na Áustria, talvez porque todos tem internet rápida por telefone mesmo. 

 Entrando na Eslovênia

Parei para bater foto, estrada deserta me claro que veio um carro... 





Villach - Austria


Com previsão de ventos fortes no fim de semana, levantei acampamento com destino a Villach, para resolver algumas coisas do motorhome.    Aliás vale mencionar que a loja  Falle é absurdamente grande e tem tudo para Camping, motorhomes, pesca, e por aí em diante.  Comprei um ventilador que acopla no teto, já me preparando para a viagem para o sul do continente Europeu, com temperaturas bem mais altas.  Logicamente perdi o horário dos supermercados, que fecham pontualmente as 18:00, e sem mantimentos jantei num restaurante de motociclistas.  O camping próximo a cidade cobra Eur37 por noite, achei um exagero, então fui para o lago de Ossiath, que tem apenas 30 campings !!! Pela internet, fui para o que está ao lado do pouso de Parapente de Gerlitz, assim bati papo com um pessoal a noite.  O local que fica na propriedade de um pequeno hotel familiar, é cheio de trailers antigos e pequenos chalés, que funcionam como casas de final de semana para os pilotos de voo livre da região.  E aqui pago 12euros por noite, sem vista para o lago mas com ótimas instalações de chuveiro/banheiro.


 Ciclovias aqui são assim ...

A meteorologia não foi boa no fim de semana, o que até que foi bom, pois estava cansado de 2 semanas de sol intenso todos os dias, após os 40km de bicicleta começou uma leve chuva, e esfriou bastante, ótimo para arrumar tudo e ficar um pouco dentro da “casa sobre rodas”.  Devido a problemas logísticos, terei de ficar mais 1-2 dias na região, esperando a chegada de uma vela tamanho M, para em seguida rumar a Tolmin (Eslovenia), Camp Grabrej, onde minha GoPro foi enviada após problemas de funcionamento, além de envelope com alguns documentos.  Para em seguida cumprir os 1200km via Sérvia com destino a Macedônia onde no próximo final de semana começa outro campeonato. 

Na beira do lago de Ossiah, essa casa estranhíssima

Maneira simples de fazer o supermercado, vou com o motorhome no supermercado, do carrinho já ponho tudo pra dentro... 

Onde estacionei o motorhome próximo ao lago, é onde ficam os pilotos de parapente que voam nesta região, tem pequenas casas e trailers antigos, espécie de camping permanente

domingo, 14 de junho de 2015

Greifenburg Test Flights


Algo que nunca tido oportunidade de fazer, desta vez foi em dose tripla, ou seja a cada dia voei com vela diferente aqui em Greifenburg, que é o “Flugeldorado” (eldorado do vôo), no SE da Austria. Sobe-se de van a Eur 8 por pessoa, vi pelo menos meia dúzia, que levam pilotos de parapente e asa delta.  Lá em cima tem uma taxa diária de Eur5.-, tem restaurante, banheiros limpos, estação meteorológica e assim por diante. 


Sigma 9 da Advance foi o voo no primeiro dia, com minha selete Gin Race 3, achei a vela parecida com a Triton 2, vela gostosa de voar não tive dificuldade alguma, infelizmente fiquei um pouco desatento e pousei a 3,5km do goal, e tive que carregar os 23kg nas costas por esta distância, aí comprovei que não dá para voar com tanto peso sem resgate tipo campeonato (ou de carro).

Voando ao lado de um Gin Carrera 

 Na reta final do pouso, onde depois eu andaria 3km com 23kg nas costas, a parte mais difícil do voo

Iota da Advance, novo En-B, foi a vela que me levou para o ar no segundo dia, mas desta vez com a selete Lightness 2 do mesmo fabricante.  A vela é muito leve para inflar, ideal para os dias com vento nulo ou muito fracos.  Para voar achei os comandos bem leves desta vela tamanho P já que meu peso total estava em 98kg, portanto no limite superior da vela (100kg).  A selete parece de brinquedo, aliás o conjunto todo, estava um pouco apreensivo, pois a vela era levíssima mesmo em voo e a selete parece super frágil.    

 Um pouco de neve mesmo no final da primavera

Tentando ganhar altura em cima da pista de esqui, após Lienz 

 Trem de pouso baixado e travado, e o pouso com um bom vento de frente

 Caminhada de 5km foi ao lado do rio Drau, com ciclovia, pedestres, um monte de gente praticando esporte, lugar muito bonito para passear, e desta vez estava com a selete Lightness da Advance, todo conjunto muito mais leve, ou seja não foi um suplício caminhar

Já no último dia de voo em Greifenburg, mais para comparar mesmo, fui com o velho conhecido Chilli 3 da Skywalk, mas desta vez no tamanho pequeno também, pois a selete Lightness reduz o peso do conjunto de forma impressionante pois além da selete ser leve, levamos a mochila dela e não da vela.  Foi um dia com relativamente poucos pilotos de parapente na rampa, pois o vento havia virado para Oeste, com alguma previsão de acelerar, já que no final de semana seria o vento Föehn, que praticamente impossibilita o voo.   Tentei ir no contra vento para Lienz, mas avançava muito lentamente, e depois de alguns quilômetros, desisti e passei rapidamente no local da decolagem com o forte vento que soprava, desta vez a favor.  No vídeo que um dia publicarei (quando tiver internet decente e não apenas via celular), mostrarei os altos de baixo do voo.  Voei alto no início, mas na transição de um vale para outro fui quase para o chão, e voei bem baixo por um bom tempo junto com uma outra vela.  Tive que trabalhar bastante para subir novamente, o outro piloto subiu também mas logo depois foi para a cidade de Spittal e pousou.  

Velho conhecido mas em tamanho P, o Chilli 3 da Skywalk 

Voando baixo com um vento forte, e pouca ascendente 

Mas deu para subir, e o visual foi fantástico 

Mas depois melhorou o voo, entrei num vale que começou a ficar estreito, não consegui pousar pois havia convergência de ventos misturando com térmica... apontava para a plantação do lado da estação de ônibus, mas avançava 5/10km/h, ou seja não andava pra frente.  Então resolvi entrar num terceiro vale, o problema que no fundo dele chovia um pouco, mas não tinha opção, e estava turbulento mesmo para o Chilli 3.  Pouso ótimo, tudo certo, caminhei 500m até o pontos de ônibus, e alguns minutos depois um rapaz começou a puxar papo, me viu voando na cidade e comentou que não era o dia para voar nesta região, ele também voador que já esteve no Brasil várias vezes.  Após o Post bus (ônibus do Correio), com baldeação no vilarejo de Gmünd, peguei o trem na cidade de Spittal, a estação de Greifenburg, fica a 500m do Camping, perfeito para o retorno do voo de Cross Country. 

No final um otimo lugar para pousar, depois de suar um pouco com o vento forte

Na troca de onibus com o motorista me apressando porque estava 3min atrasado...


Na estação de Greifenburg, no meio do caminho uma outra pilota entrou também no trem 

 E o tradicional "Kaisershmarrn" com apfelshorlle (panqueca rasgada a moda Austríaca com suco de maçã misturado com água com gás) para comemorar o bom voo

quarta-feira, 10 de junho de 2015

G Force Day


Fiz amizade com o vizinho da frente que tem um motorhome igual ao meu na teoria.  Ele customizou um monte de coisa, provavelmente ficando várias semanas pensando, parafusando, comprando todos os pequenos gadgets.  No meu caso complica um pouco, pois comecei a dormir na “Kombi laranja” no dia que peguei ela.  Mas aos poucos estou melhorando alguns detalhes aqui e ali, claro que tenho menos tralhas que eles, por enquanto pelo menos.  

Ainda não estava com vontade de voar, então observei os pousos de alguns alunos holandeses as 9 da manhã, e comecei a pegar as dicas do local com o instrutor que acompanhava seus alunos.  Cuidei um pouco das minhas coisas, lavar roupa (precisa... ) limpar a casa e talz.  Claro que fui ao Paraglider Shop local, e fiquei conversando com o pessoal, testei a selete Lightness 2 da Advance, a tentação de voar com equipamento leve é grande, quem sabe mais para frente. 

A tarde infelizmente escutei um helicóptero baixo, que pousou aqui do lado, é o quarto resgate que vejo em 1 mês de viagem, um piloto reagiu de forma errada próximo ao pouso, e estolou (stall) a baixa altura.  Estava já arredondando para pouso quando pegou uma térmica/vento e em vez de levantar um pouco a mão deixando a vela flutuar, apertou mais ainda o freio, aí ... Era uma vela Ion2 da Nova, portanto mais simples de voar, e era um piloto com alguma experiência de voo, portanto todo cuidado é necessário. 

Almocei bem leve pois estava se aproximando o horário do treinamento de espiral, esta manobra é usada no voo de parapente em caso extremo para descida rápida ou pelos pilotos de acrobacia em suas bonitas manobras.  O detalhe que neste caso a força da gravidade aumenta rapidamente, sensação que deve ser controlada, pois em casos mais extremos o piloto a perder parte da visão (grey out) e até mesmo a desmaiar (black out).  Todos que foram em montanha russa já sabem um pouco qual a sensação, mas aqui estamos numa espiral e precisamos controlar tudo.


Encarei o treinamento em nome  da segurança de voo, pois apesar de gostar muito de voar, já tentei fazer acrobacia com aviões, tenho uma rápida intolerância a força G, fico com estomago embrulhado rapidamente.  Mas sair da zona de conforto é necessário para novo aprendizado. E acredito também que o bom treinamento ajuda a reduzir os riscos de acidentes especialmente no voo de parapente.


O G Force Trainer parece mais um brinquedo de parque de diversões, meu xará Thomas começou a explicar o treinamento para efetuar a espiral e com lidar com o aumento da força da gravidade, que chamamos de “força G.”
- Respiração forçada pela boca, assoprando com força
- Cruzar e contrair as pernas, pressionar contra selete 
- Posição da cabeça e do tronco, sem curvar para frente
- Posição do tronco, sem inclinar demais
- Fixar um ponto no horizonte olhando para o lado da curva
- A manobra em si 

Vai o primeiro alemão, faz 3 sequências, depois minha vez e eu já com frio na barriga, pois sabia o que viria, já fiz espirais em cursos de SIV mas desta vez seria diferente. Dito e feito, a sensação foi terrível na primeira rodada com apenas 2.5 Gs.  Estomago daquele jeito e eu querendo não fazer a manobra, mas aguentei firme girando girando naquela maldita máquina.  O início da manobra, portanto aceleração é muito pior, uma vez estabilizado na espiral com a força G constante diminui a sensação de enjôo.  Foram poucas voltas e ele falou para sair da espiral.   Já me sentia um pouco embrulhado...  Instrutor comentou meus erros, fez as correções e lá fui novamente, ai ai ai ai.   

 Painel de comando, com instrutor Thomas a postos

 Mais explicações

Nesta segunda rodada (literalmente) melhorei bem os comandos de entrada e saída da espiral.  Na terceira vez, aumentou para 3,5Gs, mas curiosamente já estava com menos pânico, sabendo o que esperar, e não me senti tão mal.  Quando saí da cadeirinha (selete), estava um pouco tonto, e levei um bom tempo para me recuperar.  Ainda observei o terceiro aluno fazendo seu treinamento.  E depois vimos vários vídeos do que não deve ser feito, mostrou a deformação da vela do lado de fora da curva, várias acrobacias etc etc... 

No G force respirando fundo !!

Em seguida voltou um piloto que voa uma vela B intermediária, para girar com 6G e depois 7G !!!! A velocidade do giro é impressionante, e ele tirou de letra, talvez um piloto de acro nato ? Mas me falou que não tem interesse, pois já tem mais de 60 anos, etc e talz.  Mas ele gosta da sensação, entra e sai tranquilamente desse forte giro.   

Hoje ficou mais uma etapa para eu girar... vamos ver se após o voo de teste crio coragem e vou lá novamente, mas o curso intermediário está totalmente fora de cogitação, sei que não devo ter atitude negativa sobre o assunto, até acho que na rodada de hoje estarei mais relaxado, pois na ultima meu corpo já se acostumou um pouco mais, que foi justamente o objetivo de efetuar esse treino.   

Agradeço meu vizinho do camping Hans de tirar as fotos, que mostram meu rosto concentrado/tenso/apavorado !!!!

Feltre (Itália) – Greifenburg (Austria)

 Antes de sair de Feltre, vi esta pequena mochila do Giuseppe, ela contem um parapente para o andar/e voar !!! Muito minimalista tudo, quem sabe um dia eu consiga.

No dia seguinte fui a loja de motorhome com objetivo de instalar 240watts de painel solar para carregar as baterias.  Mas pra variar me enrolaram novamente dizendo que o material iria chegar na terça ou quarta feira, resolvi me mandar, pois são muito enrolados.  Peguei o caminho mais lento e sinuoso possível, e claro o mais bonito, subindo de 300m até 1600m, estradas pequenas, sempre asfaltadas, com poucos carros, e turmas de motoqueiros. Para cumprir os 200km levei quase o dia todo, parando olhando, curtindo o longo caminho.  No meio do caminho vi um parapente pousando, ao lado de um teleférico, parei para olhar, conversei com o alemão que tinha decolado da Austria e pousado na Itália, voo de 30km, o vento estava aumentando resolveu ficar por lá.  Dei carona para ele, pois iria passar na frente de Sillian, de onde ele tinha decolado, e com isso fui escutando as histórias dele.

Nas estradinhas Alpinas sempre passamos pelos vilarejos

Parque Natural 

Pequena ponte indo ver como era o Camping, no meio do caminho, mas resolvi ir direto pra Austria 

Muitos motoqueiros em todas as estradas 


 Onde peguei o piloto alemão, que voltou de carona comigo para Sillian

Após uma parada técnica em Lienz, a maior cidade da região, onde já havia estado, cheguei em Greifenburg no famos Flieger Camp. Que é um camping para voadores, ao lado do pouso.  Tem loja de equipamento, G Force Trainer, etc et all.  Muito bacana, gente com motorhome, outros com barraca e tem um pequeno hotel também, portanto para qualquer gosto !  A maioria são alemães, o resto holandeses e eu ... Muita gente voando aqui, principalmente iniciantes, pois o pouso é gigantesco e fácil decolagem, além de ser um local com meteorologia bem favorável ao voo.  



Trens para todos lado, infraestrutra de primeiro mundo mesmo

terça-feira, 9 de junho de 2015

Fotos Fotos

Campeonato bem organizado, resultados saiam rapidamente, todos pilotos apenas entregavam o tracker Flymaster.  Bons banheiros, transporte para rampa funcionou bem, rampa bem ampla e bem cuidada, só elogios mesmo, ahhh inclusive a S Pedro que nos proporcionou com bom tempo durante todos estes dias.

Leve comilança após entrega de prêmios 

 Foto de terceiros, idéia de como era a espera para largada...

Viva Itália


Resultados dos 10 primeiros da Sport