domingo, 4 de outubro de 2009

Campeonato Brasileiro 2009 ETAPA SE

PROVA 1

Primeiro dia de prova sempre mais complicado.  Mas a organização aos poucos foi feita.  Flávia Schubert veio de São Paulo especialmente para nos ajudar, e realmente pôs em ordem o "galinheiro" , MUITO OBRIGADO pela ajuda Flávia.

  • Temos o secretário Vinicius, de Bebedouro tocando o escritório.
  • Pirolla fazendo a pontuação.
  • Marcos (equipe do Gugui) Alemão alto de SC, piloto de avião assumiu operações, e nos ajudará durante todo o campeonato, como cortesia da equipe de RIO DO SUL !  
  • Ângelo correndo para lá e para cá, nos ajudando em tudo como sempre
  • Tivemos hoje 3 rebocadores Aero Boeros para esta etapa, suficiente para o numero de planadores., mais o Olympio da AFA, com o novíssimo Ipanema, decolamos todos muito rapido.
  • O restaurante está visivelmente mais caprichado que o ano passado
  • Tatuí contibuiu com a pesagem sob cuidados do Milan, que esperamos que venha com se Jantar no ano que vem.

Vamos aos vôos.  O Galvão enviou a previsão meteorológica, e matou EM CIMA !!!
Cobertura de cirrus o tempo todo, com o céu meio "leitoso" impediram grande insolação. Resultado o dia foi um pouco dificil, mas todos subiram bem, e conseguiram dar a largada ao redor de 1600-1800m.  Prova de 2h30.

Voei ao lado de um Tuiuiu lindo !!! E logicamente estava sem camera fotográfica, que raiva !!! A partir de amanhã levarei todos os dias.  O bicho planando do meu lado foi realmente muito interessante.

Equipe TO chegou de A3 de SP no final da tarde !!!!

Vamos jantar, amanhã tem mais..

sábado, 26 de setembro de 2009

Jundiaí Setembro 2009

Depois de um bom tempo sem voar, fiz um vôo muito gostoso em Jundiaí, dia estranho de primavera, depois de semana muito chuvosa. Finalmente SOL, fui a SBJD de forma descompromissada. No final rolou um vôo interessante, com linha de instabilidade passando em cima da pista, um pouco de chuva. Mas deu para navegar um pouco, sem apelar para motor.
Fiquei bem baixo, 200m, pousar onde ?? Felizmente engatei numa boa térmica


Com uma pequena linha de instabilidade se aproximando de Jundiaí, saí fora para Atibaia, pois vinha chuva mesmo, uma cortina, não era CB, bem estranha, mas foi bom porque me empurrou rapidinho para outros lados.


Ralando a 300m de altura, sem alternativa de pouso, eita terreno ondulado, mas aos poucos consegui subir, com a limitação de voar a 900m do solo, pelo Controle São Paulo, a navegação fica mais complicada. Não tente fazer isso sozinho !


Baguncei um pouco em cima da Pedra Grande em Atibaia, mas esqueci de bater mais fotos. O pessoal da escola de Parapente acenando, aproveitei um pouco o lift. Mas subi mesmo uns km a W da Pedra numa linda nuvem

Fui para o lado da represa ao lado de Bragança, e depois do céu abrir novamente, tomei a proa de Jundiaí, e eis que olhando para trás vejo esta linda cena, em cima da cidade de Atibaia.


Jundiaí realmente cresceu muito , dá pra ver bem nesta foto, a chuva limpou o céu, e matou as térmicas, mas mesmo assim consegui ir flutuando de volta a Jundiaí, saí a 1400m do solo de Atibaia, com vento contra (NW), e mesmo assim cheguei a 400m em cima da pista.

Essa foto me deixou chateado, pois o planador é do APP, quem teve essa infeliz idéia ??? Essa fita além de horrível, arranca tinta do planador.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Checklist para Argentina 2009

CHECKLIST ARGENTINA 2009 V 1.0

1. Planador
1.1 Certificado de Marca Experimental
1.2 Certificado de Autorização de Vôo
1.3 Certificado de conclusão de RIAM
1.4 Certificado de Seguro Aeronáutico
1.5 Carteira Cod. DAC - CCF (saúde)
1.6. Sugiro imprimir do site do DAC os vencimentos das carteiras
1.7 Pano com ID do Planador em caso de pouso fora – tamanho 2m x 1m, matricula
1.5m x 0.8m
2. Carreta
2.1 Documento Detran (com autorização para o motorista?) carimbado pelo cartório
2.2 Triângulo
2.3 Adesivo na traseira da Carreta de 110 km/h (?)
2.4 Corrente com cadeado ligado ao carro.
2.5 Extintor de incêndio válido
3. Automóvel
3.1 Documento Detran carimbado pelo cartório (faz um documento para carreta e carro)
3.2 Autorização ao motorista com Contrato Social (se proprietário for Empresa)
3.3 Triângulo, macaco, stepe, chave de roda, nada que sobrepasse a linha dos parachoques, ......
3.4 Cabo de aço para rebocar outro carro
3.5 Seguro carta verde deve incluir a carreta Segundo informação do Mirasso 2009
3.6. Extintor de Incêndio válido
3.7 Se for camionete, adesivo de 110km Redondo (como na carreta)
3.8 Andar sempre (nas rutas nacionais) com luz acesa!
3.9 Diminuir veloc. para 20-30km quando tiver posto policial, cones no meio da pista
3.10 Mapa com a rota impressa conforme o abaixo
3.11 Convite da FAVAV ou Aeroclube
3.12 Mapa da Argentina dá pra comprar em posto de Gasolina na Argentina

4. Pessoal:
4.1 Identidade ORIGINAL ou Passaporte para Fronteira, não vale carteira de motorista
4.2 Seguro Saúde válido na Argentina

Campeonato Brasileiro 2009

Muito preocupados com a meteorologia, pois este ano foi o inverno mais chuvoso dos ultimos 60 anos devido ao El Nino muito forte.


Temos ao redor de 30 inscritos, esperamos que mais alguns pilotos se animem para ir também, estou ainda na dúvida de acampar ou hotel, com o calor e chuva acho que será hotel mesmo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

REPORTAGEM NO APP

12/7/2009

Voar...Nos braços do vento


DIVULGAÇÃOA jornalista Ariadne Gattolini durante a aventura

A jornalista Ariadne Gattolini durante a aventura

"O céu de Ícaro tem mais poesia do que Galileu" (Herbert Vianna)


Ícaro é o meu mito predileto na Mitologia Grega. Quando seu pai, Dédalo, lhe ofereceu asas de cera para fugir do labirinto, ele ficou tão maravilhado com a experiência de voar, que se esqueceu que as asas derreteriam. Ícaro não teve medo - ousou seguir seus sonhos - e a experiência única. Com a coragem do mito em mente, parti para a minha experiência de voo à vela, com planador. Acompanhou-me na aventura Fabiano Maia, que fotografou o planador em que eu estava de outra aeronave, em um voo ´paquera´.

O dia estava lindo, era domingo de manhã. Ventava muito e o ritmo do Aeroclube Politécnico de Planadores de Jundiaí, ao lado do Aeroclube, era frenético. Após me apresentar no hangar, sou levada até a cabeceira da pista por um buggy. Um bom time de solo garantia a rapidez necessária para coordenar as aeronaves: três planadores e duas aeronaves motorizadas. Estas aeronaves são as responsáveis para colocar os planadores em voo e se utilizam da mesma pista do Aeroporto Rolim Amaro. Portanto, o trabalho tem de ser eficiente e rápido para não prejudicar os pousos e decolagens.

Antes de partir, o primeiro susto. Teria de usar paraquedas. Após sua colocação, recebo as instruções básicas, enquanto descobria o funcionamento operacional e as instruções sobre o painel à minha frente, já que o piloto ficaria atrás. Fico sabendo também que só temos permissão para voar a oeste do aeroporto - sobre a Serra do Japi - até o bairro do Jacaré, em Cabreúva, com altura máxima de 1,4 mil metros. Através de um rádio, os pilotos recebem autorização da torre de controle. Iremos decolar contra o vento. Nosso rebocador está a postos e decolamos em uma curta distância, delicadamente, sem quase perceber. Quando atingimos a altura de 900 metros, um barulho alto nos avisa que nosso rebocador nos abandonou. Estamos por conta do vento.


Silêncio - A sensação de estar voando é libertadora. Na cabine, somente o barulho do vento e o rádio. Mesmo assim, me sinto desconectada do mundo. Lá embaixo, vejo a Serra do Japi preservada, apesar de seus inúmeros imóveis particulares. À direita, o observatório construído por Kiko de Matheo na década de 1980. Jundiaí, lindíssima, ficou para trás. O piloto Paolo Rossi, que está comigo, voa em planadores desde 2007. Antes, voava de asa delta. O nascimento do filho o fez procurar um esporte mais seguro. Escolheu planar. Levou um ano para se formar em pilotagem. "Mas este tempo depende da dedicação e o desempenho do aluno", ensina. Este publicitário mora em Atibaia, mas aos finais de semana trabalha voluntariamente no Aeroclube de Planadores. Por puro prazer. Em um domingo como este, eles fazem de oito a dez voos panorâmicos. No restante do tempo, pilotos e alunos se revezam no esporte.

Nossa busca, agora, durante nosso voo, está em encontrar uma térmica. É ela que nos permite ´planar´ por até cinco horas. Com ela, ganhamos altitude. Paolo explica que cada térmica é como se um carro parasse para abastecer, dando autonomia ao voo. Experiente, ele descobre uma próxima à Serra do Japi. O variômetro (que mede a altitude) sobe, mostrando que ganhamos altitude. Neste momento, Paolo pede para que eu comande a pequena aeronave.

Segurei o manche e fui insensível, lógico. O avião embicou para o chão. Entrei em pânico. Ao mesmo tempo, Paolo fez uma curva à esquerda. Consciente da minha incompetência, pedi para que ele retornasse à pilotagem. Enquanto aguardamos autorização para pousar, Paolo me dá uma aula da importância dos planadores. "Em Pirassununga, os alunos da academia começam a voar por ele. Na Alemanha, também. Ele nos treina a previsibilidade - já que temos de estar atentos a todas as situações e corrigir rapidamente nosso plano de voo."

Pergunto se qualquer pessoa pode fazer o curso. Ele me diz que sim. Mas que pessoas que não conseguem traçar objetivos e prever problemas, ou seja, quem não tem, como eles dizem, a chamada ´consciência situacional´, o abandonam. Neste momento, começo a me preocupar com o pouso. Ele me diz que voará perpendicular à pista e, em uma perna de vento, fará uma curva em 90º e entrará na pista. Fiquei esperando um pouso longo, como de um avião de pequeno porte. Isso não aconteceu. Pousamos tranquilamente e rapidamente temos de deixar o planador para desobstruir a pista. Meu coração está na boca. A adrenalina, a mil. Não tenho consciência de onde estou. Aterrissei só de corpo, mas minha alma continua lá em cima.


No solo - Estudantes, administradores de empresas e profissionais liberais ficam no solo, orientando todo o trabalho. A sincronia e o trabalho em equipe deixariam qualquer coach boquiaberto. José Hélder de Sá, chefe de pista, explica que as funções são determinadas e todos têm seu suplente. Embaixo de um guarda-sol ficam duas pessoas que são responsáveis pela documentação do plano de voo. Dois pilotos do avião estão a postos. Outras duas pessoas são responsáveis pelo tobata, que retira as aeronaves da pista. Outros, se responsabilizam pela conexão da aeronave aos rebocadores. Vários pilotos revezam-se nos voos. O ritmo é alucinante. "Aqui é o nosso spa", brinca Helder.

A dentista paulistana Ligia Maria Gallello é uma das alunas. Interessou-se pelo esporte quando deu um voo de presente de aniversário para o marido. Desde então, frequenta Jundiaí aos finais de semana para ouvir o som do vento. "É um voo primitivo, por isso ficamos alucinados pelos planadores." O presidente do Aeroclube Politécnico de Planadores, José Eduardo de Faria, explica que a instituição sobrevive das mensalidades de seus sócios, dos voos panorâmicos e das aulas-voo de seus alunos. Atualmente, são 150 alunos. "Para começar, basta fazer a inscrição e um exame médico", afirmou.

O almoço da turma do ´spa´ chegará pelo buggy, que me leva de volta. Não há tempo para a pausa. Só posso dizer uma coisa: o voo vicia e, quando você chega ao solo, já pensa em estar lá em cima novamente. No hangar, meu filho Ícaro me espera, orgulhoso. Um dia, voará com suas próprias asas.

ARIADNE GATTOLIN

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Primeiro Voo a Gente Nunca Esquece

A língua portuguesa tirou o acento de ‘voo’. Mas do assento do passageiro, na cabine do planador, não foram necessárias palavras. Aboli a gramática. Dispensei a ortografia. Ignorei a lingüística. Nas alturas do céu sem limites, apenas exclamações, interjeições e vários sons guturais ressoaram em uma das experiências mais libertadoras dos últimos tempos...

Voar de planador sempre foi um sonho. E como todo devaneio contido, permaneceu trancafiado e empoeirado por muito tempo no fundo do relicário da alma. Por anos a fio, o desejo de planar seguiu espremido debaixo de pilhas de contas a pagar, ‘falta de tempo’ e inúmeras outras razões de maior e menor importância. Mas ninguém consegue afogar um sonho desses por muito tempo...

Bastou um telefonema e estava confirmada a tão esperada oportunidade para voar, no melhor dia e horário possíveis do feriado. Lá fui eu. Pé na estrada, rumo ao Aeroclube Politécnico de Planadores – o famoso APP - em Jundiaí, para quebrar mais um salto e embarcar em mais uma aventura extraordinária.

A escriba, prestes a embarcar na aventura aérea.

Finalmente, eu vou voar
Adeus São Paulo, trânsito, buzinas e gente de cara feia dentro de carros barulhentos. A estrada estava tranquila e a chegada à sede do aeroclube cunhou meu momento ‘Top Gun’. Sem a moto Ducati, sem a jaqueta de couro e sem o Tom ‘Maverick’ Cruise a tiracolo. Mas com óculos escuros no melhor estilo aviador - o que já é um começo...

O dia estava ótimo para um voo à vela, como também é conhecido o voo em planador. Após uma simpática recepção, algumas explicações foram reforçadas. Difícil de acreditar, mas aparentemente algumas pessoas agendam voos sem saber que o planador é uma aeronave sem motor. Fiquei imaginando o rosto boquiaberto de quem descobre, na última hora, que seu aeroplano será puxado aos ares por um cabo, conectado a um avião rebocador, que levará o planador até uma altura adequada, para só então começar a planar. Ainda bem que não era meu caso... Há tempos acompanho o esporte e conheço a segurança e profissionalismo que envolvem a prática no país. Assim, não houve motivos para pânico ou preocupação. Só aquele friozinho na barriga, típico de quem está prestes a aprontar...

Depois de realizar os trâmites burocráticos e assinar os papéis afirmando que o voo seria de minha total e inteira ‘irresponsabilidade’, segui até a área do aeroporto aonde vários planadores faziam fila para decolar na pista. Simples assim.

Face a face com o planador
“Hummm... É um pouco menor do que eu imaginava...”. Não posso negar que esse foi o primeiro pensamento que passou pela minha cabeça logo que conferi in loco o tamanho do cockpit do planador polonês de dois lugares, onde eu voaria. O modelo Puchacz, que em sua língua-mãe significa ‘coruja macho’, parecia ser um pouco maior pelas fotos da Internet. Aparentemente, esse tipo de engano é comum. Mas o Corujão, como foi apelidado carinhosamente por mim, logo surpreenderia. Afinal de contas, na aviação, assim como na vida, tamanho não é documento. Na hora H, o planador desempenhou maravilhosamente bem em curvas e retas, mostrando-se forte, vigoroso e flexível para manobras digamos, um pouco mais radicais. Enfim, um verdadeiro gigante nos ares, como deveria ser. No final das contas, o espaço interno deu, sobrou e o modelo agradou...

Segurança, em primeiro lugar
A indumentária do voo à vela inclui um paraquedas obrigatório. Antes de embarcar no Corujão, tive que vestir o equipamento, ajustando-o bem. Confesso que adorei. Não apenas porque o aparato era vermelho. Mas porque sempre quis ter a sensação de usar um paraquedas, mesmo sem ter a intenção de acioná-lo. Mochila-fralda, abelha de cócoras, formiga atômica, larva de lagarta. A imagem de quem desfila com um paraquedas nas costas não é das melhores. É impossível ficar sexy e elegante. Mas tudo isso é compensado pelo espírito da aventura... E dá-lhe aventura!

Outro item essencial de segurança – e por que não dizer, de higiene – é o famoso ‘saquinho’ para panes estomacais. Provavelmente, o objeto mais lembrado por alguns passageiros em vôos panorâmicos com muitas curvas...

A decolagem para o sonho
Nos planadores de dois lugares, geralmente usados para instrução e voos panorâmicos, o passageiro vai sentado à frente e o piloto atrás. Sem motor, o Corujão foi empurrado para a pista por alguns pilotos experientes, pilotos alunos e até instrutores. Independente de funções ou hierarquias, o espírito colaborativo prevalece na pista e fora dela. E essa também é uma das belezas do voo em planador...

Cabo para o reboque engatado. Tudo pronto para decolar. O avião rebocador partiu na frente, imprimindo a velocidade para a decolagem. E nem foi preciso percorrer os 1300 metros de pista para começar a voar. O aeroplano descolou do solo primeiro, quando a velocidade atingiu cerca de 80 km/hora. Em seguida, o rebocador alçou voo e fomos puxados aos céus. Literalmente.

A quantidade de instrumentos no painel de controle assusta qualquer leigo. Mas não foi difícil de reconhecer o altímetro, onde foi possível acompanhar a subida, segundo a segundo. Foi incrível perceber a sustentação da aeronave no ar, enquanto ela ganhava cada vez mais velocidade e altura. Para o alto e avante! Lá fomos nós...


Um parque de diversões a céu aberto
Vista de cima, a verdejante Serra do Japi contrastava com a imagem da cidade de Jundiaí ao fundo e suas fábricas espaçosas. Ao chegar a mais ou menos 600 metros do solo (o equivalente a 20 prédios de 15 andares, empilhados), o rebocador desengatou o cabo por onde puxava o planador, cortando o cordão umbilical e parindo o Corujão para o voo planado.

O som do planador cortando o ar foi relaxante e muito próximo do silêncio. Uma sensação de paz tomou conta de cada célula do meu corpo. Nem me incomodei com a sauna grátis que o voo proporcionava. Tudo seguia na maior calma, até o piloto perguntar se eu queria pilotar um pouquinho. Óbvio que sim!!! Segurar o manche e controlar os pedais no voo por alguns segundos foi uma sensação inimaginável... E a diversão não parou por aí. Uma montanha russa, um golfinho e duas reversões fizeram parte do cardápio. Tive direito a algumas manobras mais radicais, o que deixou meu primeiro voo à vela ainda mais especial. Muito melhor do que parque de diversões. Mesmo.

Com doses cavalares de endorfina e adrenalina na veia, entrei em puro estado de êxtase. Soaria simplista da minha parte tentar descrever aqui o que vivi. Mas posso dizer que comprovei ser detentora de um estômago de avestruz: o fatídico saquinho para emergências estomacais permaneceu intacto, mesmo diante das pirotecnias aéreas...

Sua majestade, o urubu
Nem águia, nem gaivota. O coadjuvante do show aéreo foi o urubu. O injustiçado pássaro, usualmente associado à carniça e putrefação, cumpre uma nobre função para os pilotos de planador: é ele quem dá dicas de onde estão as térmicas – correntes de ar quente que permitem ao planador ganhar altura e prolongar o tempo de permanência no ar. Salve, salve, urubu!

Pouso de mestre
O tempo de voo se aproximava do fim e chegava a hora de deixar os ares. Por mim, teria continuado a voar mais e mais e mais...

O pouso suave e primoroso do piloto arrancou aplausos desta escriba. Bem diferente das inúmeras aterrissagens no estilo ‘barrigada’ dos aviões comerciais na pista de Congonhas. O planador imprime um maior nível de sutileza e sensibilidade para o voo. Isso tudo, somado à maestria na pilotagem, resultaram em um espetáculo a bordo...

O saldo final da aventura
Trinta minutos de voo em planador equivaleram ao efeito de três horas ininterruptas de meditação. Sem escalas. Entrei em alfa, pirei na batatinha, chapei o coco. Chamem isso do que quiserem. Esse tipo de sensação é impossível de explicar...

Já faz mais de 24 horas que voei e ainda estou com a impressão de flutuar no etéreo. Passei o dia todo com vontade de esticar os braços, em posição de decolagem, como se meus músculos fossem de fibra de vidro e poliuretano, em formato de asa. Não preciso dizer que fiquei fascinada pela prática. Fui inoculada pelo aerococos...

Agora, só me resta esperar pelo próximo voo...
Maria Rita Barbi sorriu feliz da cabine do planador e escreve no 'Quebrando o Salto' geralmente às segundas-feiras. 

Texto gentilmente cedido pela autora !

domingo, 5 de abril de 2009

Papo com Controle Campinas

Sábado novamente fui a Jundiaí fazer um pequeno vôo, cada vez mais complicado voar por lá.  Os controladores de vôo precisam receber um treinamento adequado para o que é o planador/motoplandor, pois a confusão é grande.   Fui de Jundiaí até Bragança, entre 045 e 055, mas como estava ruim o tempo por lá, voltei a Jundiaí, passei para os setor W, e tentei ir a Tietê, mas voltei logo depois do rio Tietê para Jundiaí, veja o papo com o controlador de vôo de Campinas, que por ser fim de semana, menos jatos da Azul voando, foi muito bacana.  Precisamos ajudar o sistema a nos entender.