segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PICO DO URUBU


PICO DO URUBU - LOCAL MAIS PRÓXIMO DE CASA QUE JÁ VOEI

Sabadão encarei a marginal Tietê inteira, início da rodovia Ayrton Senna, e logo depois cheguei, nem parecia que estava indo voar de parapente. Apenas 80km de casa, incluindo os 30km de SP, cheguei em praticamente 1h em Mogi das Cruzes.  Peguei o Alê ao lado do Pórtico da cidade, que celebra a numerosa colonização oriental (Japonesa) da região. 

A estradinha para a rampa é muito boa, inclusive com calçamento nos trechos um pouco mais ingremes, qualquer carro consegue subir.  Até o maps.google mostra o caminho para o topo da rampa, algo raro neste software gringo que quer dominar o mundo. 

LADO NORTE
Segundo os locais, 80% do tempo essa é a rampa a ser usada, neste dia inclusive soprava vento nordeste na rampa.  Decolagem é tranquila, tem espaço para abrir o parapente, checar tudo, mas decola apenas 1 por vez.  Creio que esta rampa é boa para vento vento Norte e Nordeste, com vento Noroeste é melhor ir para Atibaia, pois lá fica turbulento, nem aconselham a voar.   O pouso é próximo, com alternativas se não chegar no "oficial" que tem uma biruta ao lado da cerca.  Diria que é bom ter um pouco de experiência para voar lá, mas todos da "nossa turma" já tem qualificação para voar lá.  

LADO SUL
Olhando para a cidade, não gostei, o pouco é num local não ideal, ok, mas não iria para lá voar com este vento.  A decolagem é tranquila, mas o pouso... E o vento sul normalmente é frio, apagando as térmicas, a rampa fica a 40km do oceano atlântico. 

O VOO
Observei alguns decolando na frente, tentando liftar, sem muito sucesso, o vento estava um pouco fraco para tanto.  A maioria pousava depois de 10-15min, maximo.  Um piloto conseguiu romper a inversão e subiu para uns 500m acima da rampa, parecia lá no alto !  E depois pousou em local desconhecido ( por mim), pois não conseguiu chegar no oficial.  
Alê enrolando, resolvi decolar, fui direto para esquerda, vi uns Urubus, e uma pedra preta, escura, sem erro, peguei uma boa térmica e subi subi subi... Bem macio, não estava turbulento, o pessoal no rádio falando para eu ir para Suzano, mas eu estava apreciando a paisagem.  
Visual muito bonito a 1800m do nível do mar, ou 700 acima da rampa.  Dava para ver a serra do mar, com as nuvens um pouco mais baixas cobrindo tudo, e Mantiqueira ao norte e o vale do Paraiba.  Fiquei boiando entre várias térmicas proximo a rampa, a idéia era conhecer o local sem navegar para lado algum.

O dia estava bem azul, sem fiapos indicando térmicas, o Alê no rádio falou "Thomas eu NÃO vou resgatar você" , heheheheh, mas eu não ia para lugar nenhum mesmo.  Fiquei observando a rota para o litoral, com idéias para o futuro, as represas, e o caminho para chegar em Bertioga- Enseada ou mesmo na Riviera S Lourenço. Esse voo já foi feito algumas vezes, mas tem suas peculiaridades, especialmente a travessia da serra do mar, mas pode ser um desafio interessante para o futuro. 

Tem gente voando lá todos os finais de semanas, com escolinha, o pessoal parece estar se articulando, disseram que tem NOTAM, tem resgate de Brasilia R$10, com o pouso no oficial, se for em outro é R$20 (né Alê ??????).  Fica próximo a SP, como alternativa para bate-volta ou mesmo para voar no período da tarde... vale a pena.  

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Parapente fotos minhas

Outro dia me perguntaram, o que é um parapente ???  Por isso resolvi colocar 3 fotos super simples, by the way bem egoistas, minhas, voando !

Pousando em Atibaia

Decolando da Pedra Grande - Atibaia 

Vela Mentor 2 (da Nova) voando no Norte da Itália (Bassano)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bassano del Grappa, video

Pequeno vídeo da decolagem e pouso em Bassano, e umas poucas e boas fotos...


Italia2012 from tmlkbr on Vimeo.



domingo, 24 de junho de 2012

Itália 2012 - Bassano del Grappa

Lugar bom para aprender a voar e ganhar experiência, tem a ultima linha de montanhas dos Alpes.  Ao sul a planície Italiana, com Veneza a apenas 80km, nos dias claros inclusive é possível ver a cidade e a laguna já no mar Adriático.  Meteorologia não sofre com os problemas de ventos tipo “Foehn” que varrem os vales na região dos Alpes.

Pouso em Mayrhofen

A idéia inicial era voar em Mayrhofen durante 1 semana, e passar 2-3 dias em Bassano.  Mas com o tempo ruim na região de Zillertal (vale que contém Mayrhofen), resolvemos ir para Bassano e talvez voltar no meio da semana, caso o tempo melhorasse.  Voar nos Alpes requer entender as cadeias montanhosas e como os ventos fluem pelos vales.  Prever os ventos analisando os sistemas de pressão nas várias regiões.  Ou seja para nós brasileiros o melhor é usar o conhecimento local para voar por lá.   No dia que cheguei em Mayrhofen o vento Foehn soprava com uma violência incrível, segundo o instrutor Kelly, é uma situação totalmente não controlável, não dá para voar com parapente pois é extremamente turbulento.  O lado bom é que hoje em dia com a internet, é de relativa previsibilidade.

Hotel em Mayrhofen, atrás um dos teleféricos em funcionamento

Não posso deixar de comentar que a região de Mayrhofen é muito bonita, dezenas de pequenos hotéis que ficam lotados nas férias de verão e inverno, todos meio vazios.  Passeios a pé, de bike com os teleféricos principais em funcionamento.  Também bons restaurantes, mas o horário de jantar é bem cedo para os nossos padrões, a maioria fecha ao redor das 22:00 !!


Já que não deu voo, o negócio foi apelar para bike, um frio lascado no topo da montanha

Em Bassano, ficamos hospedados no hotel Garden Relais, sem duvida a melhor opção, pois fica ao lado do pouso oficial e sede do clube de voo livre Monte Grappa.  Além de ter bons quartos, tem um excelente restaurante a preços razoáveis.  Tivemos que comprar o “Fly Card” que é a taxa que cada piloto paga para o clube local, e serve de ajuda para manter o pouso em boas condições além das decolagens é claro.   Seguro de saúde e contra terceiros é obrigatório, e recebemos um sinalizador de fumaça para o caso de pousar nas árvores e necessitar resgate por helicóptero, ainda bem que ninguém precisou !


O detalhe nesta foto é o "Tree Rescue" , um sujeito que cobra Eur$300 para tirar o parapente do meio das árvores no caso de pouso enrolado

Treinamos por 2-3 horas inflar o parapente, algo que eu realmente estava precisando fazer.  O vento vinha um pouco turbulento, mas deu para aproveitar bem.  Inclusive resolvi aprender de vez a decolagem “alpina”, treinando várias vezes no solo.   Bem no final da tarde, com o tempo limpando subimos para a rampa sul #2 , 100m mais baixa que a principal , ideal pois sempre mais vazia com bom espaço para abrir os parapentes e abortar a decolagem com segurança na frente.  Mas o vento catabático (que desce a montanha) já estava soprando levemente, deixamos para o voo para o dia seguinte.   Várias decolagens no Monte Grappa, a nossa ficava a 550m do chão, a principal 100m acima.  Mas vi gente decolando até mesmo a 1500m, num local que leva 1hora para chegar de carro.

Sempre recepcionado pelos cães brincalhões no pouso oficial 

Exíguo painel de instrumentos do TO versão Parapente

Nos primeiros 2 dias decolei com o sistema alpino, que o pessoal usa no RJ ou seja é correr para frente e a vela levantar.  No segundo voo, arranquei com muita energia, e a vela passou, na segunda tentativa decolei sem maiores problemas.  Agora peguei confiança nesta modalidade de decolagem, que é muito boa para vento fraco.

   A turma de voo esperando o dia começar !

A decolagem que usamos quase todos os dias, não era a mais alta, mas bem confortável

O grupo era bem diverso, sendo que apenas o Finlandês Lars tinha menos experiência de voo do que eu.  Cada um com suas deficiências aprendia das dicas passadas pelo instrutor Kelly.  A montanha é bem térmica, e a cada dia aprendemos um pouco mais de onde desprendem as térmicas.   Uma linha de aproximadamente 10km é o cordão principal do Monte Grappa, e virou o nosso playground principal.   No final de semana 2-3 planadores voaram conosco, também aproveitando as boas térmicas geradas pelo relevo.  Diferente do Brasil, existem casas para TODOS os lados, na planície, parece que o norte da Itália é uma sequência de pequenas vilas, e plantações familiares menores ainda. 

 Monumento em honra aos mortos da 1ra Guerra mundial, onde os Reino da Itália combatia as tropas do exército Austro-Húngaro

Visual do vale que vai para o Norte em direção da Áustria

A cordilheira tem vários detalhes como o monumento aos 60.000 mortos na primeira guerra mundial.   Só no ultimo dia consegui chegar perto, pois fica no ponto mais alto a 1800m do nível do mar (aproximadamente).   Outro detalhe interessante é uma enorme marcação na floresta com o WM escrito de outra forma que é atribuído aos simpatizantes “Viva Mussolini” ou mais recentemente os politicamente corretos dizem que é “Viva Madonna”.

 Voando em cima do maciço de Monte Grappa, alguns colegas acima, este sou eu mesmo em boa foto tirada por Kelly



Fizemos algumas provas de distância, sempre seguindo a cordilheira inicialmente, e depois indo para a planície.   Bem esta ultima não funcionou na maior parte dos dias, céu bem azul, forte inversão com térmicas fraquíssimas.  A vantagem foi que tive que subir em térmicas muito fracas e com isso aprimorando a capacidade de mapear térmica e subir sem errar muito.  Vários pilotos iam para o chão nessas condições, mas todos foram aprendendo aos poucos.   Pousei “fora” do oficial apenas 2x uma sempre sem maiores dificuldades, e a não mais que 100m de uma rua asfaltada.   A densidade populacional da região é grande, mas como existem bastante agricultura é fácil achar pouso.  
Preparando para decolar 

Tinhamos o Luigi, que a bordo do possante furgão VW vinha ao nosso encalço “pronto presto”.  Experiente piloto de parapente local, sempre nos ajudava para decolar, é um resgateiro muito profissional !  Durante alguns voos conseguimos voar em turma, e foi muito interessante ver como escolher um bom caminho faz uma diferença ENORME no resultado final, mesmo voando com parapentes de diferente performance. 

Em cima da ponte antiga de Bassano del Grappa, a primeira construída ao redor de 1200 !!!

Fiz alguns voos de 5h, e outros bem mais curtos, no total foram 22h voadas em 7 dias , ou seja deu para aproveitar bem. Sem grandes distâncias voadas, pois a meteorologia não ajudou muito.  É interessante  salientar que no final de semana enquanto eu voei 10h , voando 40km por dia, pois não dava para ir longe na planície muitos pilotos fizeram excelentes voos no meio dos Alpes.  No domingo 17/06/2012 62 pilotos fizeram voos acima de 100km, e 16 acima de 200km !!!  Foram lançados 700 voos no XCContest, tudo bem que a maioria dos voos grande foram com velas C/D, mas mesmo assim !!! A região voada variou bastante, mas sempre no meio dos Alpes e não nas extremidades planas.

Do pequeno museu da 1ra Guerra em Bassano, 1 Korona Austro-Húngara


Fechei o esquema de voo com a AustrianArena, e funcionou bem para mim, a turma bem bacana, a fluência em inglês é importante para compreender bem as dicas do instrutor, mas mesmo quem não tiver a língua 100% pode aproveitar bastante também.   Não tive que me preocupar com local de voo ou resgate, tudo estava organizado.   Várias dicas foram dadas pelo instrutor com o objetivo de aperfeiçoar o vôo, ele ia corrigindo os pilotos algumas vezes da rampa, e outras já voando, ele voou todos os dias, inclusive nas navegações montadas (XCs).


Espero um dia poder voar nos Alpes de verdade, pois desta vez não deu, mas a natureza não respeita agenda mas aproveitei bem a viagem. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Atibaia em excelente forma

Como é bom voar sem motor !!! Pedra Grande - Atibaia, com o maior mérito de ser próximo a São Paulo, permite uma escapada rápida da grande cidade.  

Preparando o material

Run Forrest Run !!! Decolando

Lift off 

Suave pouso após 1h40 de voo térmico + lift (colina)


Especial agradecimento a Marta Okuyama pelas fotos 

terça-feira, 22 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

Campeonato 15M EUA 2012

Nas minhas andanças, cai de paraquedas em Mifflin County, no meio dos EUA, costa Leste, no campeonato da classe 15M, fotos bacanas, que dizem muito do que está acontecendo por aqui.







 Perfeito sistema de controle de pouso fora !!!


 Humilde caminhão Mack para lastrear os planadores, quase igual ao caminhão tanque que vemos em Bebedouro :)



 Havia uma duzia de motorhomes, apenas esses 2 para dar o exemplo





 O mascote mais badalado do campeonato, apenas 1 ano !!!!











Protótipo #001 do Duckhawk , com algumas soluções muito interessante, área alar muito baixa, vamos ver se vai dar certo, é o primeiro campeonato que o planador voa, será bom com carga alar alta, mas em tempo fraco... feito inteiramente com fibra de carbono pré impregnada. Detalhes: http://windward-performance.com/projects/duckhawk/



 Trem de pouso e flaps elétricos


 John Murray da Eastern Sailplanes

Indo resgatar um Diana2, estava dando sopa e lá fui eu ...