terça-feira, 14 de julho de 2009

REPORTAGEM NO APP

12/7/2009

Voar...Nos braços do vento


DIVULGAÇÃOA jornalista Ariadne Gattolini durante a aventura

A jornalista Ariadne Gattolini durante a aventura

"O céu de Ícaro tem mais poesia do que Galileu" (Herbert Vianna)


Ícaro é o meu mito predileto na Mitologia Grega. Quando seu pai, Dédalo, lhe ofereceu asas de cera para fugir do labirinto, ele ficou tão maravilhado com a experiência de voar, que se esqueceu que as asas derreteriam. Ícaro não teve medo - ousou seguir seus sonhos - e a experiência única. Com a coragem do mito em mente, parti para a minha experiência de voo à vela, com planador. Acompanhou-me na aventura Fabiano Maia, que fotografou o planador em que eu estava de outra aeronave, em um voo ´paquera´.

O dia estava lindo, era domingo de manhã. Ventava muito e o ritmo do Aeroclube Politécnico de Planadores de Jundiaí, ao lado do Aeroclube, era frenético. Após me apresentar no hangar, sou levada até a cabeceira da pista por um buggy. Um bom time de solo garantia a rapidez necessária para coordenar as aeronaves: três planadores e duas aeronaves motorizadas. Estas aeronaves são as responsáveis para colocar os planadores em voo e se utilizam da mesma pista do Aeroporto Rolim Amaro. Portanto, o trabalho tem de ser eficiente e rápido para não prejudicar os pousos e decolagens.

Antes de partir, o primeiro susto. Teria de usar paraquedas. Após sua colocação, recebo as instruções básicas, enquanto descobria o funcionamento operacional e as instruções sobre o painel à minha frente, já que o piloto ficaria atrás. Fico sabendo também que só temos permissão para voar a oeste do aeroporto - sobre a Serra do Japi - até o bairro do Jacaré, em Cabreúva, com altura máxima de 1,4 mil metros. Através de um rádio, os pilotos recebem autorização da torre de controle. Iremos decolar contra o vento. Nosso rebocador está a postos e decolamos em uma curta distância, delicadamente, sem quase perceber. Quando atingimos a altura de 900 metros, um barulho alto nos avisa que nosso rebocador nos abandonou. Estamos por conta do vento.


Silêncio - A sensação de estar voando é libertadora. Na cabine, somente o barulho do vento e o rádio. Mesmo assim, me sinto desconectada do mundo. Lá embaixo, vejo a Serra do Japi preservada, apesar de seus inúmeros imóveis particulares. À direita, o observatório construído por Kiko de Matheo na década de 1980. Jundiaí, lindíssima, ficou para trás. O piloto Paolo Rossi, que está comigo, voa em planadores desde 2007. Antes, voava de asa delta. O nascimento do filho o fez procurar um esporte mais seguro. Escolheu planar. Levou um ano para se formar em pilotagem. "Mas este tempo depende da dedicação e o desempenho do aluno", ensina. Este publicitário mora em Atibaia, mas aos finais de semana trabalha voluntariamente no Aeroclube de Planadores. Por puro prazer. Em um domingo como este, eles fazem de oito a dez voos panorâmicos. No restante do tempo, pilotos e alunos se revezam no esporte.

Nossa busca, agora, durante nosso voo, está em encontrar uma térmica. É ela que nos permite ´planar´ por até cinco horas. Com ela, ganhamos altitude. Paolo explica que cada térmica é como se um carro parasse para abastecer, dando autonomia ao voo. Experiente, ele descobre uma próxima à Serra do Japi. O variômetro (que mede a altitude) sobe, mostrando que ganhamos altitude. Neste momento, Paolo pede para que eu comande a pequena aeronave.

Segurei o manche e fui insensível, lógico. O avião embicou para o chão. Entrei em pânico. Ao mesmo tempo, Paolo fez uma curva à esquerda. Consciente da minha incompetência, pedi para que ele retornasse à pilotagem. Enquanto aguardamos autorização para pousar, Paolo me dá uma aula da importância dos planadores. "Em Pirassununga, os alunos da academia começam a voar por ele. Na Alemanha, também. Ele nos treina a previsibilidade - já que temos de estar atentos a todas as situações e corrigir rapidamente nosso plano de voo."

Pergunto se qualquer pessoa pode fazer o curso. Ele me diz que sim. Mas que pessoas que não conseguem traçar objetivos e prever problemas, ou seja, quem não tem, como eles dizem, a chamada ´consciência situacional´, o abandonam. Neste momento, começo a me preocupar com o pouso. Ele me diz que voará perpendicular à pista e, em uma perna de vento, fará uma curva em 90º e entrará na pista. Fiquei esperando um pouso longo, como de um avião de pequeno porte. Isso não aconteceu. Pousamos tranquilamente e rapidamente temos de deixar o planador para desobstruir a pista. Meu coração está na boca. A adrenalina, a mil. Não tenho consciência de onde estou. Aterrissei só de corpo, mas minha alma continua lá em cima.


No solo - Estudantes, administradores de empresas e profissionais liberais ficam no solo, orientando todo o trabalho. A sincronia e o trabalho em equipe deixariam qualquer coach boquiaberto. José Hélder de Sá, chefe de pista, explica que as funções são determinadas e todos têm seu suplente. Embaixo de um guarda-sol ficam duas pessoas que são responsáveis pela documentação do plano de voo. Dois pilotos do avião estão a postos. Outras duas pessoas são responsáveis pelo tobata, que retira as aeronaves da pista. Outros, se responsabilizam pela conexão da aeronave aos rebocadores. Vários pilotos revezam-se nos voos. O ritmo é alucinante. "Aqui é o nosso spa", brinca Helder.

A dentista paulistana Ligia Maria Gallello é uma das alunas. Interessou-se pelo esporte quando deu um voo de presente de aniversário para o marido. Desde então, frequenta Jundiaí aos finais de semana para ouvir o som do vento. "É um voo primitivo, por isso ficamos alucinados pelos planadores." O presidente do Aeroclube Politécnico de Planadores, José Eduardo de Faria, explica que a instituição sobrevive das mensalidades de seus sócios, dos voos panorâmicos e das aulas-voo de seus alunos. Atualmente, são 150 alunos. "Para começar, basta fazer a inscrição e um exame médico", afirmou.

O almoço da turma do ´spa´ chegará pelo buggy, que me leva de volta. Não há tempo para a pausa. Só posso dizer uma coisa: o voo vicia e, quando você chega ao solo, já pensa em estar lá em cima novamente. No hangar, meu filho Ícaro me espera, orgulhoso. Um dia, voará com suas próprias asas.

ARIADNE GATTOLIN

terça-feira, 5 de maio de 2009

O Primeiro Voo a Gente Nunca Esquece

A língua portuguesa tirou o acento de ‘voo’. Mas do assento do passageiro, na cabine do planador, não foram necessárias palavras. Aboli a gramática. Dispensei a ortografia. Ignorei a lingüística. Nas alturas do céu sem limites, apenas exclamações, interjeições e vários sons guturais ressoaram em uma das experiências mais libertadoras dos últimos tempos...

Voar de planador sempre foi um sonho. E como todo devaneio contido, permaneceu trancafiado e empoeirado por muito tempo no fundo do relicário da alma. Por anos a fio, o desejo de planar seguiu espremido debaixo de pilhas de contas a pagar, ‘falta de tempo’ e inúmeras outras razões de maior e menor importância. Mas ninguém consegue afogar um sonho desses por muito tempo...

Bastou um telefonema e estava confirmada a tão esperada oportunidade para voar, no melhor dia e horário possíveis do feriado. Lá fui eu. Pé na estrada, rumo ao Aeroclube Politécnico de Planadores – o famoso APP - em Jundiaí, para quebrar mais um salto e embarcar em mais uma aventura extraordinária.

A escriba, prestes a embarcar na aventura aérea.

Finalmente, eu vou voar
Adeus São Paulo, trânsito, buzinas e gente de cara feia dentro de carros barulhentos. A estrada estava tranquila e a chegada à sede do aeroclube cunhou meu momento ‘Top Gun’. Sem a moto Ducati, sem a jaqueta de couro e sem o Tom ‘Maverick’ Cruise a tiracolo. Mas com óculos escuros no melhor estilo aviador - o que já é um começo...

O dia estava ótimo para um voo à vela, como também é conhecido o voo em planador. Após uma simpática recepção, algumas explicações foram reforçadas. Difícil de acreditar, mas aparentemente algumas pessoas agendam voos sem saber que o planador é uma aeronave sem motor. Fiquei imaginando o rosto boquiaberto de quem descobre, na última hora, que seu aeroplano será puxado aos ares por um cabo, conectado a um avião rebocador, que levará o planador até uma altura adequada, para só então começar a planar. Ainda bem que não era meu caso... Há tempos acompanho o esporte e conheço a segurança e profissionalismo que envolvem a prática no país. Assim, não houve motivos para pânico ou preocupação. Só aquele friozinho na barriga, típico de quem está prestes a aprontar...

Depois de realizar os trâmites burocráticos e assinar os papéis afirmando que o voo seria de minha total e inteira ‘irresponsabilidade’, segui até a área do aeroporto aonde vários planadores faziam fila para decolar na pista. Simples assim.

Face a face com o planador
“Hummm... É um pouco menor do que eu imaginava...”. Não posso negar que esse foi o primeiro pensamento que passou pela minha cabeça logo que conferi in loco o tamanho do cockpit do planador polonês de dois lugares, onde eu voaria. O modelo Puchacz, que em sua língua-mãe significa ‘coruja macho’, parecia ser um pouco maior pelas fotos da Internet. Aparentemente, esse tipo de engano é comum. Mas o Corujão, como foi apelidado carinhosamente por mim, logo surpreenderia. Afinal de contas, na aviação, assim como na vida, tamanho não é documento. Na hora H, o planador desempenhou maravilhosamente bem em curvas e retas, mostrando-se forte, vigoroso e flexível para manobras digamos, um pouco mais radicais. Enfim, um verdadeiro gigante nos ares, como deveria ser. No final das contas, o espaço interno deu, sobrou e o modelo agradou...

Segurança, em primeiro lugar
A indumentária do voo à vela inclui um paraquedas obrigatório. Antes de embarcar no Corujão, tive que vestir o equipamento, ajustando-o bem. Confesso que adorei. Não apenas porque o aparato era vermelho. Mas porque sempre quis ter a sensação de usar um paraquedas, mesmo sem ter a intenção de acioná-lo. Mochila-fralda, abelha de cócoras, formiga atômica, larva de lagarta. A imagem de quem desfila com um paraquedas nas costas não é das melhores. É impossível ficar sexy e elegante. Mas tudo isso é compensado pelo espírito da aventura... E dá-lhe aventura!

Outro item essencial de segurança – e por que não dizer, de higiene – é o famoso ‘saquinho’ para panes estomacais. Provavelmente, o objeto mais lembrado por alguns passageiros em vôos panorâmicos com muitas curvas...

A decolagem para o sonho
Nos planadores de dois lugares, geralmente usados para instrução e voos panorâmicos, o passageiro vai sentado à frente e o piloto atrás. Sem motor, o Corujão foi empurrado para a pista por alguns pilotos experientes, pilotos alunos e até instrutores. Independente de funções ou hierarquias, o espírito colaborativo prevalece na pista e fora dela. E essa também é uma das belezas do voo em planador...

Cabo para o reboque engatado. Tudo pronto para decolar. O avião rebocador partiu na frente, imprimindo a velocidade para a decolagem. E nem foi preciso percorrer os 1300 metros de pista para começar a voar. O aeroplano descolou do solo primeiro, quando a velocidade atingiu cerca de 80 km/hora. Em seguida, o rebocador alçou voo e fomos puxados aos céus. Literalmente.

A quantidade de instrumentos no painel de controle assusta qualquer leigo. Mas não foi difícil de reconhecer o altímetro, onde foi possível acompanhar a subida, segundo a segundo. Foi incrível perceber a sustentação da aeronave no ar, enquanto ela ganhava cada vez mais velocidade e altura. Para o alto e avante! Lá fomos nós...


Um parque de diversões a céu aberto
Vista de cima, a verdejante Serra do Japi contrastava com a imagem da cidade de Jundiaí ao fundo e suas fábricas espaçosas. Ao chegar a mais ou menos 600 metros do solo (o equivalente a 20 prédios de 15 andares, empilhados), o rebocador desengatou o cabo por onde puxava o planador, cortando o cordão umbilical e parindo o Corujão para o voo planado.

O som do planador cortando o ar foi relaxante e muito próximo do silêncio. Uma sensação de paz tomou conta de cada célula do meu corpo. Nem me incomodei com a sauna grátis que o voo proporcionava. Tudo seguia na maior calma, até o piloto perguntar se eu queria pilotar um pouquinho. Óbvio que sim!!! Segurar o manche e controlar os pedais no voo por alguns segundos foi uma sensação inimaginável... E a diversão não parou por aí. Uma montanha russa, um golfinho e duas reversões fizeram parte do cardápio. Tive direito a algumas manobras mais radicais, o que deixou meu primeiro voo à vela ainda mais especial. Muito melhor do que parque de diversões. Mesmo.

Com doses cavalares de endorfina e adrenalina na veia, entrei em puro estado de êxtase. Soaria simplista da minha parte tentar descrever aqui o que vivi. Mas posso dizer que comprovei ser detentora de um estômago de avestruz: o fatídico saquinho para emergências estomacais permaneceu intacto, mesmo diante das pirotecnias aéreas...

Sua majestade, o urubu
Nem águia, nem gaivota. O coadjuvante do show aéreo foi o urubu. O injustiçado pássaro, usualmente associado à carniça e putrefação, cumpre uma nobre função para os pilotos de planador: é ele quem dá dicas de onde estão as térmicas – correntes de ar quente que permitem ao planador ganhar altura e prolongar o tempo de permanência no ar. Salve, salve, urubu!

Pouso de mestre
O tempo de voo se aproximava do fim e chegava a hora de deixar os ares. Por mim, teria continuado a voar mais e mais e mais...

O pouso suave e primoroso do piloto arrancou aplausos desta escriba. Bem diferente das inúmeras aterrissagens no estilo ‘barrigada’ dos aviões comerciais na pista de Congonhas. O planador imprime um maior nível de sutileza e sensibilidade para o voo. Isso tudo, somado à maestria na pilotagem, resultaram em um espetáculo a bordo...

O saldo final da aventura
Trinta minutos de voo em planador equivaleram ao efeito de três horas ininterruptas de meditação. Sem escalas. Entrei em alfa, pirei na batatinha, chapei o coco. Chamem isso do que quiserem. Esse tipo de sensação é impossível de explicar...

Já faz mais de 24 horas que voei e ainda estou com a impressão de flutuar no etéreo. Passei o dia todo com vontade de esticar os braços, em posição de decolagem, como se meus músculos fossem de fibra de vidro e poliuretano, em formato de asa. Não preciso dizer que fiquei fascinada pela prática. Fui inoculada pelo aerococos...

Agora, só me resta esperar pelo próximo voo...
Maria Rita Barbi sorriu feliz da cabine do planador e escreve no 'Quebrando o Salto' geralmente às segundas-feiras. 

Texto gentilmente cedido pela autora !

domingo, 5 de abril de 2009

Papo com Controle Campinas

Sábado novamente fui a Jundiaí fazer um pequeno vôo, cada vez mais complicado voar por lá.  Os controladores de vôo precisam receber um treinamento adequado para o que é o planador/motoplandor, pois a confusão é grande.   Fui de Jundiaí até Bragança, entre 045 e 055, mas como estava ruim o tempo por lá, voltei a Jundiaí, passei para os setor W, e tentei ir a Tietê, mas voltei logo depois do rio Tietê para Jundiaí, veja o papo com o controlador de vôo de Campinas, que por ser fim de semana, menos jatos da Azul voando, foi muito bacana.  Precisamos ajudar o sistema a nos entender.



terça-feira, 31 de março de 2009

Video NE2008 Asa Delta

Como só chove nesse início de outono, resolvi por um filme sobre a expedição NE2008 que o pessoal de asa delta fez.  Notem como é inóspito o solo Nordestino, ou seja nunca mas nunca ficar baixo por lá, pois será uma lenha total.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vôo em Jundiaí e confusão com Controle

Primeiro vôo de planador do ano, finalmente !!!! Fazer notificação na sala AIS, com prazo para decolar, nem fiz plano de vôo porque não sabia se tudo iria funcionar, planador pós manutenção, etc etc ... No final de para voar 400km num prometia muito mas na região que voei não foi tão espetacular assim, por outro lado tirei a ferrugem ... Usei instrumento novo, o que me atrapalhou um pouco. O Controle no entanto foi muito pior. O advento da AZUL linhas aéreas realmente aumentou demais o tráfego de Campinas e os sobrevôos em Jundiaí, pois fica tudo muito próximo. Quando saí para navegar, rumo de Atibaia, vi a 7000 pés um Jato da Azul, e um outro jatinho que ia pousar em Jundiaí, só os olhos não servem mais. Acho que voar com transponder nessa região é totalmente obrigatório. E quanto inventarem um TCAS pequeno e bom suficiente, talvez seja uma idéia também, pois o perigo de trombada vem aumentando.

O controlador de Campinas, logo me passou para SP, o que aliviou, tive que voar a 1100m do solo, pois não deixavam eu subir acima do FL055.  Só depois de Atibaia que consegui FL065 e nem um pingo mais, na saída da TMA SP em Bragança subi um pouco mais, mas a base não estava muito alta não, grande parte do vôo em cima da região montanhosa foi entre 600 e 1200m,. Em Socorro uma pista de ultraleve pequena que marquei, é uma boa referência para pouso fora. E próximo a Aguas de Lindoia vi a construção de uma pista, privada ou publica ? Não sei, mas será mais uma excelente reserva.

O Controlador da AFA foi super legal, em deixar eu atravessar a área de treinamento, saindo de São João da Boa Vista para Rio Claro, entre FL050 e 070. Em compensação, quando eu estava proximo do PT- PDD (Mineiro Rio Claro ASW15) ele mandou eu pegar proa Sul pra evitar, e não teve conversa.  Não adiantou eu argumentar que planadores estão acostumados a voar juntos, ele prosseguiu "PPXEZ siga as instruções controle" , de forma extremamente autoritária. Aliás até o PT-RXE, do Grande Gerard Moss, que escutei na fonia, levou uma lambança do controlador. Pois ele decolara de Piracicaba para Brasilia, sem fazer plano de vôo antecipado, o que segundo o controlador da AFA é obrigatório na região. Nem adiantou o Moss comentar que Piracicaba fica fora da área da AFA, o controlador respondeu forte. Puxa controlar é importante, mas não dá para ser um pouco mais tolerante ?


Ainda temos que conversar com os controladores um pouco mais. Como se não bastasse, não não deixou eu aproar Sorocaba, porque o CTRL Campinas disse que teria de seguir corredores, e tive que brigar... com isso, queria que eu ligasse o motor e mantivesse os corredores. No final aproei Atibaia, e deu tudo certo, pequena chuva em Campinas.  Acho que criaram novos procedimentos IFR pro lado de ITU, e tá complicando para aquele lado também.

É urgente visitarmos o pessoal que organiza tudo isso, senão inviabilizará o vôo de Jundiaí e Rio Claro em breve.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mais de 2 meses sem voar

Parece que virei avestruz, pois é ave mais não voa.  Primeiro as festas de Dezembro enrolaram um pouco o tempo para ir voar.   E depois o tempo mesmo não colaborou muito.  Tirei do painel o computador de vôo que estava com defeito, e logo após do Natal ele foi para Eslovênia, onde constataram que o display estava com problema.  Algo que eu havia detectado uns 6 meses antes, mas não queria mandar o instrumento antes... pois significaria ficar parado.

E finalmente quando chegou de volta o novo LX8000, upgrade feito do antigo com mais alguns Euros para o ralo.  Veio o problema do escapamento...  Molas estouradas, desalinhamento total, o fabricante deu idéias mais não foi suficiente.  E hoje, finalmente ficou tudo pronto, tudo planejado para o vôo de experiência, me contaram que em Jundiaí nem Urubu voou hoje, prsente da frente fria que derrubou as temperaturas para 20 graus no ultim dia do horário de verão.

Acoplamento do escapamento com silencioso for de alinhamento (bocal removido)

Visitei a Colômbia na virada do ano e logicamente observei a interessante meteorologia de lá.  Apesar de ficar na mesma latitude de Boa Vista, o tempo é um pouco diferente. não tivemos aquele calor equatorial.   A cordilheira dos Andes se ramifica na Colombia em 3 partes, então o país tem climas bem distintos.  Fiquei com vontade de voar por lá, entre a Cordilheira Central e Ocidental onde situa-se Cali, cidade que visitei, existe um verdejante vale com plantações de Cana de Açúcar, me senti quase no Estado de São Paulo !!!    Interessante ir para longe, e ver uma paisagem similar a nossa, do lado de casa.   



A Sierra de Santa Marta, parte do veio Oriental da Cordilheira sobe a mais de 5000m do nivel do mar, recheado de vulcões, mas não deu para visitar desta vez.   Bom tudo isso fica a mais de 4500km de São Paulo, 5h30 de Boeing até Bogotá, e por estrada deve ser muito mas muito mais. Fica a idéia para um futuro distante  até lá... Quem TOPA ???


Nuvens colombianas, ao fundo a Cordilheira Oriental

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PALMEIRA DAS MISSÕES - ULTIMA PROVA

Na última prova do campeonato, a meteorologia resolveu ser excelente, o tempo estourou de vez, apesar de um pouco azulado, o dia térmico foi muito grande, de mais de 6 horas.   A comissão de provas fez uma prova de 3h 1/2, derrubando o mito das longas provas de Palmeira.  Quem sabe ano que vem !!!!

O encerramento ocorreu no clima de hospitalidade tradicional do aeroclube.  Vários pilotos já tinham ido embora, Navarro, Marinho, etc...  Mas outros puderam aproveitar o churrasco feito pelo Sidão !

Papai Noel e equipe TO emprestada !

Até Papai Noel apareceu no final da tarde para animar ainda mais.  Muitos vôos de Blanik, apareceu um moderado publico local na pista, olhando os planadores e aviões.  Estacionados mais de 1/2 dúzia de aviões pequenos, maioria da trupe de Rio do Sul, mas também um ultraleve de Erechim.` Com o gramadão verde o aeroclube é uma ótima opção de lazer, diferente da pista com TWR de Jundiaí, que praticamente virou um aeroporto de médio porte, meio estranho ao vôo a vela que conhecemos.

A térmica em formação foi fotografada próximo a Curitiba, com maior sol !!!

Segundo o Claude, o monoglota (só Francês !)  equipe do Navarro, a viagem de voltae equivale a atravessar a França inteira. A volta a SP foi longa, 14horas no volante, desta vez via BR116, via Curitiba, me pareceu mais direta do que pelo interior do Paraná e SP com a vantagem de pista dupla a partir de Araucária até a ultima Serra de SP, aí sim coalhada de caminhões enormes.


Na rodovia BR116,  a carreta do DG parece miniatura entre os caminhões estacionados