terça-feira, 9 de junho de 2015

Resultado Final Campeonato Italiano e Copa Guarnieri Pré Worlds 2017


Deu certo a estratégia do ultimo dia, acabei passando o terceiro colocado, que caiu mais ainda, e fiquei em terceiro lugar na geral da Sport.  Em quarto ficou um Nexus da Swing, que de olhar em voo parece ser uma vela boa. 

Sport

  1. Radek Vecera (174) 
  2. Giuliano Minutella (213) 
  3. Thomas Milko (51) 
Deu Brasil !!!!


Visual incrível 

Vela Nova Triton 2 

No day after estava muito cansado, estava passeando no Camping (que nada mais é que o estacionamento do centro esportivo Boscherai) e acabei sentando junto com a Claudia que entrevistava o Luc Armand, projetista & recordista e piloto Francês.  

Luca Armand e Klaudia Bulgakow no bate papo/entrevista

Pelo decorrer da conversa percebi que tratava-se de um piloto “diferenciado” , pois havia batido recordes, e trabalhava ainda por cima na Ozone.  Deu algumas dicas para voar nos Alpes: 
- Ter excelente controle de vela para lidar com turbulência de forma tranquila
- Se necessário baixar de nível de vela
- Estudar o caminho dos fluidos entre as montanhas/vales para entender o efeito dos ventos nos Alpes
- Fazer voos longos


Largando para prova

Não ia voar, mas deu coceira, e subi com a van (5 Euros) para a decolagem, a meteorologia estava ótima fiz um voo relax até Belluno mas na volta acabei pousando no meio do caminho.  Carona (autostop) foi super fácil, peguei 2 carros diferentes, e  no final me levaram até onde estava estacionado o motorhome ! Desviaram do caminho para me deixar lá, estavam voltando de uma caminhada no meio das montanhas, como é moda aqui na Itália. 

Onde estão os parapentes ?  

 Base alta pós campeonato


Parece um sonho não ? 

Voos em Pedavena/Feltre

Últimos dias de voo em Pedavena

Com o passar dos dias comecei a pegar o jeito do voo em Pedavena, o vale tem a cadeia de montanhas ao Norte, que sempre funciona bem melhor que o vale.  Neste vale alguns dias tivemos forte inversão alguns dias.   


Próximo a decolagem

Inclusive numa das provas mais de 70 pilotos não conseguiram nem largar, enquanto os 30melhores chegaram no goal !  O que aconteceu para esta disparidade total ?   Apenas quem decolou cedo e conseguiu subir rapidamente em cima do Monte Avena rompeu a primeira inversão térmica, os demais pilotos (eu incluído), foram um pouco a Leste da decolagem, e as térmicas lá não eram potentes suficiente para romper esta primeira inversão.  Ou seja a térmica que levou o pessoal para bem alto (no mínimo uns 1000m acima da rampa) saía do cume da montanha de onde decolamos, e dos outros locais nada.  Voei cerca de 1 hora tentando subir, mas não funcionou, no final pousei no “Aterraggio Boscherai” mesmo (o oficial) muito bravo comigo mesmo, pois como poderia ter perdido esta ? Era a oportunidade de recuperar uns pontinhos no campeonato, o detalhe foi que tive que andar da decolagem leste para norte, com o parapente preparado, e todo pronto para decolar junto com meus 11 litros de água, demorei muito para decolar, e isso certamente me desconcentrou de observar o que estava acontecendo.  A decolagem leste estava difícil, com pouco declive, e o pessoal correndo muito...  Aproveitei o dia para ir ao Supermercado, descarregar água suja e repor a água limpa do motorhome.  Tivemos um ótimo jantar da Birreria Pedavena, onde sentei com alguns Franceses e a Joana da Venezuela, voando sua vela Gin GTO, junto comigo os únicos sul americanos. 

Carrera e as sombras voadoras

Já no ultimo dia de prova estava apenas 30 pontos de terceiro colocado, e resolvi que iria ser um pouco mais agressivo no voo.  Nesta altura do campeonato já tinha pego um pouco mais o “jeito” de voar neste lugar.  Sempre o máximo possível encostado nas montanhas, rodando pouco, pois com o vento certo tudo subia.   O detalhe que em alguns locais a cobertura vegetal mais intensa inibe as térmicas, importante voar um pouco no lugar para entender o fluxo do ar. 


Teatro de operações 

Mas o voo não foi tão fácil, apesar da prova um pouco mais curta, fiquei baixo e tive que ir para o vale, que funcionou razoavelmente, peguei bastante turbulência no lado W do Monte Avena quando voava colina (lift), de volta, e resolvi que estava meio perigoso rodar térmica próximo da encosta, fui em frente, e na ponta leste subi com uma térmica fraca.  Vi o meu grupo passar uns 400m em cima de mim, claro que tinha errado, mas não tive estomago para turbulência que estava acontecendo.    Mas logo a frente era hora de puxar o freio de mão, e este grupo acabou quase todo indo para o chão, vindo mais conservador, consegui sobreviver melhor, e aos poucos chegando no planeio final.  O instrumento Flymaster mostrava que faltava 300m de altura para entrar no cone, enquanto que no Naviter já sobrava 250m... Em quem acreditar,  resolvi subir mais um pouco, e isso custou o primeiro lugar da Sport nessa prova, pois o pilotoTcheco a bordo de seu Aspen 5 entrou no planeio final mais baixo que eu, naturalmente chegando antes... Não iria mudar o resultado final, mas não ganhei a prova.  Este problema que tive aconteceu nos últimos 2 dias de prova, fato que também aconteceu com um piloto Sueco, portanto algo errado no setup do Flymaster ?   


Sempre as pedronas por perto 

Os voos comparativos foram interessantes, mostrando que as velas pequenas realmente tem dificuldades em acompanhar, brigando um pouco, consegui acompanhar por um bom tempo a Polonesa Klaudia que voa um Enzo2 XS, já a Nanda com o Trango 3xs voava praticamente igual, perdendo nas transições por falta de velocidade do tamanho pequeno.  Não deu para voar ao lado do Cayenne 5, novo lançamento da Skywalk, porque tínhamos estilos muito diferentes, mas a impressão que as velas são parecidas. 

Pedavena citá 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Parapente Italia P3


Junho 3

Amanheceu mais quente e seco, e o dia foi totalmente diferente. Praticamente sem nuvens na decolagem, e o vale com bastante névoa, mostrando que havia  uma boa inversão térmica no vale, alta pressão segurando tudo.   Decolagens foram mais difíceis, e justo hoje que resolvi decolar um pouco depois tive dificuldades para subir.  Logo minha largada foi ruim, e era o dia para voar acima dos picos.  

Dia bem mais seco, cade as nuvens ???

Time Francês após o briefing discutindo estratégia para o dia

Com isso fui me arrastando em altura média, a prova tinha que ser voada nas montanhas, indo para o vale apenas para “beliscar” a área do ponto.  Não tinha outra forma.  Voamos muito próximo das íngremes encostas, algumas vezes verdejantes, e outras rocha pura mesmo.  Mais de uma vez pensei, seu eu fico nessas árvores só de helicóptero para sair, e parece que teve um piloto que lançou o paraquedas reserva, mas não sei detalhes.  Minha vela estou bastante contente, agora já comecei a me acostumar com ela, bastante estável talvez não tão ágil por vir do Gin Carrera, que é uma vela super ágil. 

O voo foi praticamente todo no relevo, e muito difícil.  Quem ficava baixo ia para o chão, ou seja não recuperava mais.  Quando fui para o ponto de virada no meio do vale, quase fiquei no caminho, consegui uma térmica fraquinha para começar a subir e aos poucos ela foi melhorando.  Já na volta, no contra vento não rendeu muito, e fiquei mais baixo que os demais, com isso perdi “contato” com a zona de ascendentes, e tive que ir para o vale, para não ficar sem pouso, pois haviam muitos árvores, ainda briguei bastante, mas pousei bem numa plantação de forragem para gado.  Vieram conversar comigo, depois ainda peguei carona para facilitar o resgate.  Meu simcard deu algum problema, consegui mandar a mensagem pelo Delorme para organização, e uns 20min a Van já encostava para me pegar.  Minha colocação não foi boa, mas ainda dá para recuperar, vamos ver os próximos dias ! Avanti Brasil !!!!

Fotos abaixo fazem parte de pequenos filmes, mas aqui não consigo fazer upload dos filmes, voando muito próximo do terreno...











Pousei em Fumach 

 Esperando o resgate, que veio bem rapido em 10-15min já estava comigo

terça-feira, 2 de junho de 2015

Itália - Feltre - Pedavena - Prova 2


Junho 2

Briefing as 08:30, em seguida subimos para decolagem, esperamos até que bastante, pois o dia demora um pouco para começar.  Novamente decolei cedo, sem stress, e a espera para largada igual do dia anterior, vários entubando levemente (entrando nas nuvens), aquela bagunça de quando juntam-se muitos parapentes com poucas térmicas em volta.  Largada aquela corrida novamente, lambendo as montanhas.   

Detalhe da vela da SOL, Tracer, pendurada em cima do carta, no bar do club de voo

Fiquei sempre alto, aos poucos ganhando posições para compensar a largada que não fiz com muita altura, até pelo receio de colisão, pois ficamos muito apertados entre as nuvens e montanha, base hoje novamente baixa, já que estamos com bastante umidade no ar.   



Interessante foi ver na volta um Enzo2, que murchou a vela, meio que fechou e reabriu rapidamente, a pilota estava muita próxima das árvores, eu achava que ia aterrissar em cima delas, mas continuou voando.  Depois encontrei ela no furgão, e me confirmou sua autoria, nada menos que a Seiko, excelente pilota que deu pra ver na rápida reação ao ocorrido. 

Todos levam, e nem precisamos entregar o logger, ele já tem um interno

Consegui voar bem enquanto estávamos colados nas montanhas, mas depois para atravessar o vale em direção a cidade de Beluno cometi o erro estratégico de despachar o grupo para trás, e eles encontraram uma térmica atrás de mim, e eu ... fui quase para o chão, fiquei ciscando, subi vagarosamente, enquanto que todos passaram alto por cima de mim.  Ainda consegui fazer o pilão (ponto de virada), mas depois com o forte vento contra não consegui andar muito para frente.  Acabei pousando quase na vertical, num bonito campo de futebol.   Devido a gigantesca selete que tenho, Genie R3, tenho problemas em socar tudo na mochila padrão da Nova, então sempre demoro um pouco mais, para por tudo dentro.  Estava quase acabando quando a Van do Resgate parou próximo de mim, todos nós levamos “trackers” da Flymaster, então com certeza através dele que me acharam, pois eu não tinha telefonado 


Italia Prova 1


Junho 1

Primeiro dia de prova, decolei no início para me entender melhor com a vela, que ainda considero muito grande para mim, pois estou decolando com 11 litros de água, e ainda falta bastante para chegar no topo dela.   O fabricante recomenda voar até 120kg, mais peso para quem quer velocidade, eu só consigo chegar a 117 segundo a balança local, que não parece muito confiável.  De qualquer forma é meio desconfortável decolar tão pesado, aqui temos uma boa brisa, mas se for voar e rampa com pouco vento complica bastante. 


 Novissimo Cayenne5 sendo testado pelo piloto que acabara de receber, em seguida foi pro voo...

A região está bem úmida, tudo muito verde, a base relativamente baixa deve estar uns 300m acima da rampa, então muitos pilotos entra levemente as nuvens, uma bagunça danada.  Fiapos de nuvens subindo a montanha, e todos esperando a largada, que era 2/3 km da decolagem, ou seja bem próxima da decolagem.  

Prova marcada !

Aqui o início do voo é colado nas montanhas mesmo, tem que estar acostumado, eles aceleram tudo, mesmo próximo ao terreno, tem que ter a vela na mão mesmo.  No salto de uma crista de montanha para outra, passando por um vale, o caminho faz muita diferença.  Na volta, depois de passar por cima do pouso já tinham vários “Level 3” devido a uma chuva isolada, no final resolveram suspender a prova, eu consegui voltar e pousar no oficial, o que foi muito bom.  Não voei muitos quilômetros, mas foi bem interessante voar neste lugar novo, terminei e 70 colocação, 2do na Sport. 

Prova interrompida devido a chuva 

Muitos conseguiram retornar

Pedavena - Itália dia de Treino

Maio 30 - Treino 

Primeiros dois dias do Campeonato Italiano de Voo livre, a subida para rampa é feita em algumas vans e 2 confortáveis ônibus de turismo, ma que não conseguem chegar na ultima parte do caminho, com isso fazemos um rápido traslado para as vans.  Temos 2 briefings sempre, o primeiro no pouso, que fica próximo do camping (que nada mais é que o estacionamento do centro de esportes Boscherai), e depois antes do voo com a descrição da prova.  Feitos em italiano e inglês tem começado pontualmente e são bem curtos, apenas as informações realmente necessárias.  


Após a decolagem essa é a bonita vista do Monte Avena

A área da decolagem bem espaçosa gramado enorme e o vento constante para decolar, torna rápida as saídas, ou seja praticamente sem stress algum.   No dia de treino eu estava tão distraído que acabei pousando a 3,5km do pouso oficial numa pequena vila chamada de Lamen (que para nós é macarrão... ).   


Pousando na pequena Lamen

Vi que tinha ônibus mas resolvi caminhar para fazer um pouco de exercício mesmo, pousei a 700m e Pedavena fica a 350m, então só decida para caminhar.  Mas no finalzinho peguei carona com o furgão do campeonato, que ajudou a vencer os últimos metros.   A paisagem é igual aos filmes italianos, ou seja existe mesmo !!!! 






Teve o lance chato de uma pessoa que gritou por ajuda, e no final veio o helicóptero em menos de 15 minutos !!  Mas não acharam a pessoa, apesar de diversos sobrevoos, isso atrasou muito nossas decolagens.  Por outro lado foi bom ver o sistema Italiano de SAR sendo bem ágil !


Helicoptero de busca e salvamento

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Caminho para Itália pelas estradas secundárias

Maio 29 – sexta-feira

Céu bonito, mas era hora de pensar na viagem para Itália, apesar de ter apenas 170km a percorrer, era num caminho secundário serpenteando pelas pequenas estradas nos Alpes.  Resolvi aproveitar a excelente infra estrutura do Camping,  e esvaziei o reservatório de restos do banheiro (líquidos), li o manual, e o processo todo é rápido e fácil.   Paguei com gosto os €34 referentes a 2 diárias do Camping com energia elétrica, pois as instalações eram melhores do que todos os clubes esportivos que frequentei até hoje em São Paulo.  





Passei no supermercado e loja de material de construção para comprar alguns suprimentos, pois estava indo para Itália, onde tudo poderia ser diferente.   Antes de sair, vi o famoso frango de padaria (TV de cachorro) ou mais recentemente Food Truck, foi uma delícia !

Comi 1/2 frango com gosto ! 


A velocidade média foi abaixo de 45km/h, pois além de bastante transito no lado Italiano, a estrada é de mão única, entrando em todos os vilarejos cuja velocidade máxima é de 50km/h, ou algumas vezes menor ainda.  Muito diferente das Autobahns da Alemanha, esse pedaço da Itália é para ser curtido com muita calma.  Passando por Belluno o transito estava bem pesado, então no final levei pouco menos de 5h para cumprir os 180km !!!




Na entrada de Feltre vi uma loja de “Camping-Cars”, e parei, lá já agendei a instalação de painel solar para semana que vem, assim ficarei totalmente independente (espero) da rede elétrica.  A pequena Pedavena é mais uma vila no pé dos Alpes Italianos, local muito bonito, e tenho certeza que conhecerei muito bem.  


 Tempo muito bonito ! Devia estar voando, as na real, estava um vento forte e superdesenvolvimento



Me perdi um pouco em Pedavena, mas no final achei o pouso do campeonato, e o Camping ao lado, que nada mais é que o estacionamento do campo de futebol, ou seja sem eletricidade.   Mas como estrutura usamos os vestiários do centro esportivo, com uma ducha excelente.

A partir do domingo começa o Pré PWC Feltre, junto com o campeonato Italiano, como muitos pilotos inscritos (140),  espero conseguir fazer alguns voos de distância, e me acostumar com a nova vela.  Estou um pouco leve nela, mas tentarei levar um pouco mais de lastro amanhã, no dia de treino.