segunda-feira, 19 de julho de 2010

Voo e motor, meio técnico só para os iniciados no assunto senão é só pular

O Voo do dia.  Previsão meteorológica do briefing não entendível.  Mas recebi um email do Lucas de Madrid, e ele acertou em cheio.  Montamos o planador, e enquanto o Bassi punha água nas asas, decolo sempre com os 180 litros que este planador leva, peso máximo de decolagem 600kg, o Bill Elliot, voador americano me ajudou com o computador de voo SN10, fez o upload dos pontos de virada, e ainda me deu uma aula, tudo na boa vontade, Tks Bill !!!  

Bill Elliot (US Team) dando uma aula sobre o computador de voo SN10

Decolei depois das 13, base de apenas 800m, batalhando bastante para conseguir subir, fui a 350 metros, proximo a pista com carga alar 57kg/m2 não subia de jeito nenhum, larguei 2 minutos de água, baixando o peso total.  Consegui subir para a base que estava em 800m.  Fiquei voando proximo a pista até firmar um pouco mais.  Larguei para a prova que havia combinado com os demais Brasileiros, a 950m, era o máximo que conseguira chegar.  Cai de volta para 350m 2x durante o vôo, estava um tempo meio complicado.  

O MOTOR
Na ultima perna, para não chegar adiantado encarei uma região ruim, que com a chuva e ar antigo me jogou para o chão, então resolvi ligar o pequeno motor Sollo 2350 de 20cv que tenho no planador, ele é feito para me levar para casa.  Teóricamente sobe a 0,9m/s, na prática mostrou um pouco menos.    A 300m do chão comecei o procedimento para abrir o motor, efetivamente ele pegou a  110m... Eu pensei que havia sido mais alto, mas o barograma mostra claramente.  Com ele acionado por poucos minutos, subi 1.1m/s em média, porém aproveitei uma térmica próxima.  É estranho ter um motor que faz barulho mas pouco sobe.  

Sujeito escalando o JS1

Voltei para Szeged com boas térmicas, a ultima subindo dentro de uma chuva leve.  Planeio final tranquilo, resolvi testar novamente o motor, em cima da pista de Szeged, no planeio final, comecei o procedimento de abrir o motor a 200m do chão, ele começou efetivamente a funcionar a 100m... E a razão de subida foi de 0.8m/s, com o ar bem calmo é isso que dá de rendimento.  Portanto tenho que ser bem cuidadoso nessa operação.  

Problemas do dia
No solo, fomos resolver o problema de vazamento do lastro de água da asa, sempre escorrendo um filete, tiramos a asa, mexemos no retentor do comando do tanque, improvisamos e acho que resolveu.  Mas aí um CB grande roncou proximo a pista, desmontamos o planador.  O carrinho de apoio da fuselagem, que já não andava bom, cedeu de vez dando um trabalhão.  Levamos para arrumar na oficina, resultado, fomos jantar as 2130 no aeroclube mesmo.  No final tudo igual, o planador pode ser mais novo, apenas 2 anos, mas sempre tem algo para melhorar ou arrumar.  A carreta SWAN, definitivamente não recomendo é mais barata que a COBRA, mas a qualidade... é outra.

O húngaro ajudando a reforçar a peça da carreta que entortou



A instabilidade que entrou na pista no final da tarde, deu um bonito por do sol !

3 comentários:

João H Baeta disse...

Oi Thomas, os sustainers são assim mesmo, o XT sobe 0,5 e o manual fala em 0,7 a 0,9. Na pratica se vc tem uma descendente ele vai descer, é um zerinho pra vc ou achar uma termica ou voltar pra casa em ar estavel! Saudade do motor do DG??? hehehe
Boa sorte nos voos ai, sem precisar do motor!

Pucci disse...

Thomas, parece que vc tem um problema cronico com carretas, engates, etc... em 10 anos de Ventus e 5 de 55, indo/voltando a Argentina umas 5 vezes, e outras tantas ao Nordeste eu nunca tive problema algum com minha carreta Cobra, e olha que o Karl costuma frequentar estradas ruins...
Abs e bons voos...

Paulo Gregolini disse...

Pelo que to vendo os voos sao com muita aventura..soh de ler ja da panico.