Mostrando postagens com marcador WGC2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador WGC2010. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fotos


Jantar de encerramento da equipe Brasileira comendo peixe no "Fehértói HalászCsárda"
Bassi, Moure, Sra Heinz, Blois, Cláudio Abreu, Heinz (nosso equipe alemão), eu

A vedete da classe 18M (clicar para ler mais detalhes)

Limpador de mosquitos do bordo de ataque elétrico

Jet !!! No HPH, muito barulho, pouca subida

O melhor sistema de guincho !!!!

Resultados do WGC2010

Fico devendo ainda reflexões sobre o campeonato, que foi o MÁXIMO !!! Uma experiência que me deu um ânimo danado de voar de planador.  Aliás espero logo o Campeonato Brasileiro de Planador que será no SW da Bahia, em Luiz Eduardo Magalhães no começo de Outubro, onde  espero voar bem mais do que na Hungria onde a meteorologia foi fraca, mas mesmo com a meteoro ruim os vôos foram super interessantes.

Resultados do Mundial aprovados pela FAI:
Sport: Gliding
Title: 31th FAI World Gliding Championship
Type : World
Date:  24.07 - 08.08.2010
Location: Szeged (Hungary)

Final Results :
Open Class - Overall
1st : Michael Sommer            GER
2nd : Steve Jones               GBR
3rd : Pierre de Broqueville     BEL

15M Class - Overall
1st: Stefano Ghiorzo    ITA
2nd: Leigh Wells        GBR
3rd: Thomas Gostner     ITA

18M Class - Overall
1st: Zbigniew Nieradka  POL
2nd: Uys Jonker         RSA
3rd: Karol Staryszak    POL


Colocações dos Brasileiros ai ai ai, todos lá no final... 

38 Egon Rehn Open (43 participantes)
43 Claudio Blois 15m (49 participantes)

36 Thomas Milko 18m (51 participantes)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Prova do dia #7 After flight

Mais um dia fantástico nas planícies molhadas da Hungria.  Tivemos muita sorte de conseguir voar no campeonato, pois 1 mês antes, a Hungria estava inundada com as piores chuvas dos ultimos 100 anos, amplamente divulgado na imprensa mundial.  Mas voltando a prova do dia, a previsão era ruim, base entre 800 a 1200m, com muita umidade no ar, sombreamento em várias regiões, foto de satélite animadora para ir ao cinema.  Mas como ninguém entende o cinema em Húngaro... e faltava apenas 1 dia para terminar o campeonato, resolveram que iríamos tentar voar.  

O autor deste blog e o mapa do campeonato

Briefing como de costuma começou as 10:00 pontualmente, premiação dos vencedores de 2 dias atrás, cada um ganha uma garrafa de pinga húngara (tá bom, ela se chama „Pálinka”).  E o meteorologista que a cada terceira palavara falava o „As you can see” no seu macarrônico ingles, porém bem mais compreenssível que o meteorologista da primeira semana, que não dava para entender absolutamente nada.
Recebemos 2 provas,  ambas  de velocidade em circuito fechado.  Uma de 420km e outra de 380km, algo não batia com a meteorologia.  Logo depois do Briefing anunciaram a prova „C” que não diminuia muito a distância. Confusão geral, Grid montada, ½ hora depois veio a prova „D” esta com 289km também em circuito fechado, pois a organização precisava atender ao número mínimo de provas desta modalidade, requisito do regulamento da FAI.  O tempo já bastante encoberto 7/8 de cumulus , mais cirrus e outras nuvens bagaceiras mesmo.  Tive a honra de ter minha posição mudada no grid, para o outro lado da classe 18m, e com isso bati papo com outros pilotos.  E mais algumas fotos de outros planadores.

Fui brindado na decolagem com o pior rebocador de todos, aliás eu digo que é um acidente esperando para acontecer, o ultraleve Dynamic WT, com seu pequeno ROTAX, deve ser ótimo para decolar planadores mais leves em pista de asfalto.  No meu caso, estava com 600kg, carga alar de 57kg/m2 numa horrível pista de grama, onde um piloto inclusive quebrou o plexi (capô) de tanto bater a cabeça na decolagem.  Decolagem muito marginal, tive que manter 2 dentes de Flap positivo, pois a 90km/h o avião estava voando e eu saltando como um canguru na pista, saltando e voltando para o chão.  Uma vez em vôo não foi tão ruim assim o reboque, levamos 4:30minutos para chegar a 600m, o ultraleve tem uma aerodinâmica muito boa.
Grrrrrrrrrrrrrrrrr foi esse que me levou para cima ... depois colocarei o video da decolagem

O posicionamento para largada foi uma batalha constante para não ficar baixo, cheguei a ficar a menos de 400m, mas consegui subir novamente e larguei na incrível altura de 950m acima do solo, era a altura da base das nuvens.  Muitos planadores tentando vários caminhos, já que haviam nuvens, fui ficando baixo e a 500m proximo ao ponto de virada tive que ciscar para achar algo, depois de perder uns preciosos 5 minutos ciscando e subindo pouco, vi um planador numa térmica decente, e fui para 1150m com média de 2.4m/s, mas se calcular o tempo perdido para achar a dita cuja... Foi a altura mais alta do dia.  Mas como tive que ainda ir beliscar o ponto de virada, perdi o bando de planadores. 

Campeonato mundial de remo em Szeged

Estava virando modulo de sobrevivência pois o tempo estava cada vez mais encoberto, joguei ½ do lastro para ter carga alar de 48kg/m2, e continuei navegando para o proximo ponto desviando para o lado do sol, não via mais planadores.  Rodava térmica cada vez que achava algo ao redor de 1m/s, voando entre 600 e 800m, após o ponto de virada começou a ficar complicado pois tinha que entrar na sombra.  A 330m peguei uma boa térmica de 1m/s e consegui voltar para a baseque estava a 930m, parecia tão alto que comecei a comer o lanche da tarde a bordo do ASG29E.  Consegui contato rádio com a equipe Brasil, e o Bassi me informou baseado no SPOT (que eu levo a bordo e emite sinal a cada 10min de onde stou) e no Yellow Brick (sistema de rastreamento em tempo real que poucos pilotos levam) estava perto do bando da frente.  Um pouco depois vi vários planadores girando mais baixo, ou seja aos poucos consegui recuperar o tempo perdido no início do voo.  Quando cheguei no bando grande a 500m, vi uns 25 planadores girando 0,3m/s, nada muito animador e a tradicional bagunça na térmica fraca.  Subimos juntos todos, mas meio tenso com o excesso de planadores.   Resolvi sair em frente, e esse foi o grande erro que me custou um grande número de pon tos, pois em vez de esperar o bando de planadores sair para ir junto, fui um pouco a frente um pouco mais baixo.  Fui ficando baixo, e liguei o motor, vendo os outros planadores subirem numa térmica mais a direita.  Foi um voo super interessante, e esse pequeno erro me custou muitos pontos , fiz apenas 600 !!!  No final apenas 2 dos 50 planadores chegaram com média de 70km/h. 

Moure e Bassi mostrando o "kit de pouso fora para Sérvia", se o carro atolar ... Mas no final foi o trator que resolveu o atoleiro, será que irão levar de lembrança para o Brasil ?

Sede do nosso bunker !

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Poucas Noticias

Tempo estranho, passou uma frente, só voaram com a classe 15m, outras classes descanso mesmo, para resolver a vida por aqui um pouco.  Blois completou a prova em 29 lugar.

Nosso Mercedes achou um irmão bem parecido, do time Polonês

Equipe Polonesa !

Na festa internacional, o improviso de ultima hora, servimos bolo de sobremesa

Na festa internacional, mostramos o video do Nordeste, e servimos 4 tortas, cada time fez algo de comida, mas principalmente bebida !  Foi bem bacana, boa confraternização.  Agora dormir, amanhã voaremos provavelmente.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Prova do dia #5 para 18M

Na prova #5 fiz o erro básico, impaciencia para largar, estava ficando tarde, 1415, estávamos rodando pequenos fiapos para subir.  E eu um pouco mais baixo, querendo sair logo para a prova de 3 horas, cometi o erro de sair 200-300m mais baixo que a base, isso custou lá na frente, pois muitos planadores me passaram mais alto.  Dia majoritariamente azul, (novamente), alguns setores mais difíceis que outros.   Voei sozinho parte do tempo, e fui parar a 350m na primeira hora do vôo.  Vi umas estufas de flores, proximo a uma pequena cidade, e pensei é aqui mesmo, aí ainda um cemitério, perfeito !! E não deu outra, comecei com 0,5m/s o que foi melhorando para 1,5m/s e uns 15 planadores entrando na térmica por baixo por cima, a zona total de sempre.   Então hoje mais disciplina no assunto.  No final da prova até que consegui voar sempre alto, recuperando um pouco da terrível média de velocidade, o vencedor da Nova Zelandia fez 102.9km/h eu fiz 89.8km/h , não foi um dia bom para mim.

Vale destacar a dupla polonesa que voa em equipe o tempo todo e bem disciplinada, mostram os melhores resultados no campeonato (classe 18m) e pela diferença de pontos tem todo o jeito de levar o caneco.  Aliás nenhum alemão, francês ou inglês dentro dos 10 primeiros colocados.  Uns falam que é a meteorologia que não está ajudando, realmente ela está bem diferente do pré mundial, onde o tempo foi muito bom  em 2009.

domingo, 1 de agosto de 2010

Prova do dia #4 para 18m

Várias histórias já rolando do tipo, o planador americano pousou num local muito molhado, deu cavalo de pau, mas não consegue tirar o planador em 4 do arado, precisa de um 4x4 porque está atolado.  O Blois parece que pousou num Arrozal... O Chefe da delegação alemã reclamando que para chegar no local do pouso fora, apenas 50km dentro da Sérvia, são mais de 200km, pois as pontes sobre o rio Tisza (ou Danubio ? ) são poucas apesar de constarem nos mapas.  Já falou que os pilotos vão chegar amanhã de manhã e talvez terão de declarar dia de descanso para a classe 15m..

Domingo, tivemos a visita do "Dodo" que até húngaro já sabe falar !

O voo foi bem enrolado, térmicas bem fracas, furando até a previsão meteorológica, voando entre 600 e 800m na maior parte do tempo.  No meio do vôo já tinha jogado fora toda água, grandes patotas voando junto.  Tivemos que aceitar térmicas de 1m/s e até menos.  Na pontuação se eu tivesse feito 2 quilometros a mais dos 272km voados em 5 horas... , teria pulado de 22 para 12 colocado !!! Foi um dia de muita paciência, onde bons pilotos foram ficando pelo caminho.

Antes da decolagem tudo era alegria 

Já o respeitável GRID da classe aberta foi um banho para os olhos, máquinas antigas, com idade média de 15-20 anos dominam , mas aos poucos entram os novos EB28-29s além do debutante ASH31Mi que não tem chance com tempo tão fraco, 21, contra 26 ou até mesmo os quase 30m do americano.

ASH31mi voado pelo polones Centka

Este tem quase 30m de asa é um ASW22 altamente modificado

EB28 voado pelo Argentino Joaquim Blanco e o copiloto Aimar Matanó



E o por do sol pela primeira vez em 3 dias foi sem chuva ou nuvens, e infelizmente com a maioria das carretas no resgate, seja na Hungria ou na Servia, aqui o 18m Jonkers JS (fabricado na África do Sul) com muito sucesso no campeonato também, veja a asa que interssante.

sábado, 31 de julho de 2010

Infelicidades acontecem

Na dúvida se deveria escrever sobre assuntos ruins, mas como fazem parte do campeonato, e serve de lição para todos nós para aumentar a segurança de voo vamos lá. 

Temos perto de 150 planadores voando este campeonato, número altíssimo, todos giram térmica a mais de 110km/h pois decolam cheio de água (para aumentar o peso mesmo e voar mais rápido).  Como tempo fraco enormes "paliteiros" se formam, e alguns pilotos se acham no direito de girar no miolo das térmicas, jogam outros planadores para fora da térmica.  O comentário é geral de várias "quase batidas em vôo" com desvios de ultimo momento.  A agressividade de alguns é impressionante.

E numa dessas tivemos um terrível acidente, onde um piloto chegou tão baixo na pisa, que a asa do planador entrou no parabrisa de um caminhão !!!  Infelizmente o motorista ficou gravemente ferido. Hoje será feito coleta de $$ para ajudá-lo.  No dia seguinte do acidente os caminhões que passam ao lado da pista passaram buzinando mesmo !!!


Porque chegar tão baixo ?  Já vimos isso acontecendo na Argentina no passado, mas nunca houve colisão, sempre temos que esperar acontecer para tomar alguma providência ?   Modificaram a chegada, em vez de linha é um círculo com raio de 3km com centro na cabeceira oposta, e altura mínima variável conforme o dia, mas ontem foi de 60m acima do solo, sendo que abaixo disso é considerado voo perigoso, com as sanções previstas.   Tem uma outra, aqui não é obrigatório girar a direita antes da largada, apenas "recomendado".

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Primeira prova válida 18M e muita tensão

Todos super animados já que depois de 4 dias de provas canceladas, e uma prova na classe 18m que decolamos mas não partimos, ávidos para voar sem duvida alguma.  Decolada toda classe aberta e 15m, de forma simultânea, era nossa vez. Hmmm, decolagens suspensas, e eu dentro do planador para decolar, era a segunda fila.  Poucas térmicas, vi uns 40 planadores na mesma térmica entre 500 e 700 metros visão bonita do chão mas em vôo bem complicado. 

Finalmente nossa decolagem, passa do meu lado um rebocador com motor a turbina, cheiro de querosene, mas eu fui brindado com um Scout, decolagem foi ótima já que o vento ajudou, mas subia muito pouco, estava com 600kg, soltei 40litros de água no reboque mesmo.  Em cima da cidade a primeira térmica, e muitos mas muitos planadores, numa raio de poucos quilometros mais de 100 planadores encurralados em 2-3 térmicas.  Como estava mais baixo, me instalei tranquilamente e fui subindo aos poucos.  Quando alguém muda de térmica e sobe um pouco melhor, uns 30 planadores chegam em questão de segundos.  Tensão forte no ar, o „Flarm” apitando o tempo todo, nem olhava mais para ele, o negócio era olhar para fora.  A maioria dos pilotos entram na térmica de forma respeitosa, mas alguns mais arrojados (idiotas mesmo) entram cortando mesmo, uma hora olho para cima e vejo a menos de 1m um planador passando... Tensão total, boca amarga.
Faixa aberta, tinha que subir um pouco mais, e no segundo pelotão de partida fui no junto grudado na base.  Primeira perna muitos planadores juntos, praticamente impossível de fazer o vôo individual, planadores para todos os lados.  Conversando um pouco com o Damian (Argentina) e Carlos (Chile), fomos trocando idéias por onde andar e tal.  Aproximação de cirrus, reduzimos o anel um pouco, como todos aliás.  No ponto de virada que as coisas começaram a piorar para o meu lado, cheguei um pouco mais baixo tipo 200m, e perdi contato com o enorme „gaggle”.  Sem muito o que fazer fui em frente, tempo bem estranho a esquerda sem térmicas e a direita lindos cumulus... mas... era espaço aéreo proibido, fronteira com a Sérvia que estava fechada infelizmente.  Alguns planadores mais atrasados aqui e ali, fiz grande parte do voo sozinho mesmo.  

Passei por cima de Szeged, a caminho do proximo ponto mais a Leste, cheguei a 400m proximo a pista, consegui subir junto com uns 3-4 planadores da classe aberta, até 800m, e fui em frente, já pensando que seria o pouso fora, mas do lado de um riozinho, engrenei quase 2m e junto com ½ duzia de Nimbus4 e ASW22 subimos até uns 1200m mas já era 4 da tarde.  O Blois avisando a equipe que não iria completar a prova e o Egon meio pessimista.  Consegui contactar as nuvens na outra ponta, mas não era o 3m/s que parecia, subia, mas apenas 1,8m/s, subi a 1700m a altura máxima para o dia.  E rumo ao penultimo ponto de virada, horizonte totalmente azul, 5:30 da tarde, sabia que as chances eram pequenas, mas estava lutando.  Varios planadores da classe aberta, e alguns 18m também.  Foi um planeio final interrompido por uma  termiquinha que me levou 300m para cima.  Já no melhor planeio, passei em cima de uma pequena cidade, e 2 planadores uns 200m mais baixo que eu.  Aí o dilema 2 bandos de pássaros brancos  e a direita 2 planadores girando, como as aves podiam estar atrás de mosquitos, fui para o lados dos planadores.  Junto com o XX Nimbus4 e o HE (se não me engano), fiquei 20 minutos girando entre 250 e 300m uma térmica ridícula, mas tinha esperança que acontecesse algo de novo.  Observei vários planadores pousando fora, perto de mim.  Mas fiquei firme no 0,2m/s, nem eu nem o Nimbus conseguimos subir.  as 17:40 pensei comigo, ninguém vai queimar um pasto aqui, então vou para casa.  Liguei o motor a 300m, perdi 100m, e fui para casa.   

Resultado ruim na prova, faltou 400m para chegar, mas faz parte.  Muito cansado pela tensão do voo, fui dormir cedo, e hoje pronto para outra.

Teve um acidente muito grave, mas agora vou preparar minha prova para voar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Resgate na Sérvia Lição Aprendida

Todos em casa as 3h da manhã, escutei o Bassi entrando no quarto... E de manhã veio o extenso depoimento este que foi o resgate mais complicado da carreira volovelista dele, e olha que são mais de 30a nas costas apenas de vôo a vela !!!  

Desde a nuvem de mosquitos que atacou o Egon no por do sol, até os caracteres cirilicos da língua sérvia, impossível de entender algo.  Vale salientar que um certo despreparo nosso acabou atrasando um pouco mais o resgate.   Por outro lado as equipes do Nimbus4DM da Russia e do Nimbus 4 da Lituânia também tiveram dificuldades em cruzar a fronteira.  As 3 equipes foram liberadas juntas, na ida e na volta depois de 2 horas na fronteira, em cada sentido... Os Sérvios falam Russo, o que ajudou as outras duas equipes, um pouco mais que a nossa.

Acho que ficou o aprendizado para os pequenos detalhes que agilizam o resgate, muito importante, a sorte foi que no dia seguinte não houve voo, senão ...

Abaixo o ótimo texto do Moure, equipe do Blois que foi ajudar no resgate.


Ontem as provas das classes 15 e 18 metros foram canceladas e somente a classe aberta continuou voando. O tempo era marginal, sendo otimista, e o Egon acabou pousando fora, uns 60 km dentro do território sérvio. Montamos uma equipe de resgate, o Claudio Abreu, o Bassi e eu. O ASW-22 é um planador grande e relativamente pesado, e vimos pela foto do satélite que o pouso foi em um arado perto de uma estrada. Moleza. Ou nem tanto… Eu aposto que o pessoal da Sérvia retoca as fotos do satélite…
A confusão começou quando ao chegarmos na fronteira sérvia descobrimos que o Claudio estava sem os documentos do carro, da carreta, do planador e que o Egon não tinha visto para a Sérvia… Capitão, isso vai dar m*rda… :p A decisão correta teria sido retornar e pegar os documentos. Szeged fica a apenas uns 10 km da fronteira. Mas somos brasileiros e não desistimos nunca…
Uma das coisas que mais odeio em fronteiras é que a primeira ação dos oficiais é pegar o seu passaporte e sumir com ele. Dai estacionamos junto  ao carro do time da Lituânia, cujo piloto também havia pousado na Sérvia. Poucos minutos depois chegou a equipe de resgate da Rússia. Verificamos que o piloto lituano havia pousado a uns 500 metros  do Egon e combinamos de ir junto.
Conversa vai, conversa vem, organização do campeonato acionou a polícia de fronteira húngara, que conversa com a polícia de fronteira sérvia… deixaram a gente entrar para ao menos resgatar o piloto. Mas com o compromisso de voltar pelo mesmo posto de fronteira e ter com o oficial do dia.  O Bassi aproveitou para pagar 300 Forints (uns 2,5 reais) pelo privilégio de usar o banheiro do posto de fronteira.
Já quase escurecendo tomamos o rumo do ponto onde o Egon havia pousado. Um outro problema aparece: tá tudo em obras. Olhando pelo mapa desceríamos pela rodovia 75, sul, e pegaríamos uma vicinal à esquerda, andaríamos 4 km e chegaríamos no Egon vindos do oeste. Mas as as vicinais somente cruzam as rodovias, sem acesso algum. Os caras tiveram a capacidade de fazer as pontes mas não colocaram as alças… Então a solução foi prosseguir até Feketic, pegar um retorno até Backa Topola e então acessar a rodovia 108, que cruza a 75, levando-nos até Milesevo e então Drljan (sim, só uma vogal…), onde estaríamos aos mesmos 4 km do Egon, mas do lado leste. Parece fácil? Vai fazer isso no escuro, com toda a cidade dormindo e as únicas pessoas na rua não falam outra língua que não a natal.
Passamos Milesevo e prosseguimos para Drljan, onde encontramos o piloto lituano na beira do asfalto. Ele então nos conduziu por um labirinto de estradas de terra (lama, pois havia chovido muito) onde finalmente encontramos o Egon. Combinamos de cada equipe recuperar o planador e voltarmos juntos para a fronteira. A volta seria mais fácil, pois era só seguir o caminho inverso da rota gravada no GPS. Conta rápida: saímos de Szeged umas 5 da tarde. Chegamos no Egon era pouco antes das 10 da noite.
Desmontamos o 22 e colocamos na carreta. Já fazia um pouquinho de frio. Levamos 1:15 h para o serviço. Nos reunimos com os lituanos, combinamos a rota de regresso e tocamos em direção à fronteira. Como nem tudo é desgraça, nenhum carro encalhou nas estradinhas de terra.
Chegando na fronteira, a coisa azedou. A polícia de fronteira exigiu todos os documentos e disse que sem eles não seria possível sair do país (óbvio que a essa altura alguém já tinha recolhido nossos passaportes…). Perguntamos se seria possível deixar a carreta, ir para a Hungria, pegar a papelada e voltar para pegar a carreta. O oficial resmungou alguma coisa em sérvio que me pareceu ser um “você tá de sacanagem?”.
Repassei então, mentalmente, a situação: na europa central, de madrugada, com os passportes retidos, sem moeda local, com um carro e um planador sem documentos, um piloto sem visto… É, vamos ter que pedir ajuda.
Ligamos para o Blois, aliás, acordamos o Blois, que saiu do hotel, foi até o bunker no aeroclube, pegou os documentos, atravessou a fronteira e entregou a papelada para as autoridades sérvias. Mais uma hora e meia sentados dentro do carro, conversa vai, conversa vem, fomos escoltados até o ponto de controle húngaro. Mais uma meia hora de conversa vai, conversa vem, de repente o pessoal da sérvia sai de um prédio com cara de poucos amigos, entra no carro deles e vai embora. Mais meia hora de conversa vai, conversa vem, fomos liberados pelo controle húngaro para entrar no país. Chegamos em Szeged eram mais de 3 da madrugada. Salvo engano foi a primeira vez que um piloto resgatou a equipe. :)
Os lituanos e russos foram liberados juntos (outras equipes trouxeram a papelada deles) e até agora não sei se o fato de estarmos os 3 times juntos ajudou ou atrapalhou a coisa toda, na fronteira. O certo é que sem a ajuda do time da lituânia jamais teríamos conseguido encontrar o Egon, durante a noite. E no dia seguinte já seria celular sem bateria, crédito acabando, organização do campeonato acionando o SAR, polícia sérvia procurando todo mundo…
A verdade é que, em geral, resgate não é um passeio no parque. E resgatar para além de qualquer fronteira é muito mais complicado e exige um planejamento adequado. Sem falar na imperiosa necessidade, óbvia, de ter os documentos em dia.
Sem fotos do resgate pois estava realmente ocupado.
Alessandro MOURE

terça-feira, 27 de julho de 2010

Motor Sustainer Frontal

Parte do grid de hoje, todos os planadores alinhados, muito bonito de ver mesmo !



Que mundo de planadores !!!

O interessante também é ver as novidades que aparecem, já vistas na internet, mas ao vivo sempre diferente.  Abaixo as fotos e o filminho do Lak17b com um motor tipo sustainer muito interessante.  Pois além de ser elétrico, não tem quase arrastro, dá para ligar a 50 metros de altura, e tem potencia de subida bem melhor que os sustainers com motor a explosão como do ASG29e.  O inventor, que está voando outro Lak aqui na Hungria, disse que pode ser instalado em planadores mais antigos, desde que tenham o nariz arredondado.  Leva uns 25-30kg de baterias na fuselagem, o que dá 100km de autonomia.

As pás se dobram com o vento, não dá para decolar mesmo porque a distancia do solo é muito pequena

Pouquíssimo barulho, partida na hora, tem que manter a voltagem entre 100 e 70 volts, para nao destruir as baterias, que tem que ser carregadas a noite, ahhhhh, podem ser usadas para o painel também.





Motor sustainer bem diferente, aqui instalado no Lak.

Segunda tentativa de prova

Dia complicado, o meteorologista por 2x afirmou que nao iríamos voar... Mas a organização menos húngara (mais otimista portanto), foi bola para frente.  Grid, e decolaram 100 planadores, todos um pouco céticos é verdade.  Base de 800m debaixo de negras nuvens de pré chuva.  Mas sustentava bem, com alguns buracos mais claros aqui e ali.  Contagem regressiva para largada e eu pensando, estou a 800m na base !!! No horizonte já via algumas chuvas, pensando na estratégia de sobrevivencia, ou seja desviar uns 80 graus da rota para tentar beliscar a primeira área.

Classe aberta largou, faltavam poucos minutos para a nossa (18metros), os da racing 15m não decolaram, hummm que estranho.  Faltando menos de 10 minutos, cancelaram nossa prova.  Fui dar uma volta, mas aí vi um planador, frances, abrindo e fechando o freio... acho que queria dizer que era para eu pousar... Perguntei no rádio para equipe Brasil, mas ninguém sabia direito, voltei e treinei o pouso direto. 

Sem noticias do Egon , que voa na classe livre, alguns classe livre chegando sem completar a prova.  E alguns minutos depois a noticia do pouso fora dele.  Todos se preparando para ajudar ele.  O Claudio Abreu, equipe dele, esquecera o passaporte no hotel.  O SPOT indicou o pouso uns 70km ao sul da fronteira Hungara com a Sérvia.  Grandes preparativos, avisei que era necessário informar o nome de todos, passaporte, placa de carro / carreta para organização.   Neste momento um pouco sem notícias, sao 2030 e não sabemos o que está acontecendo.  Apenas que levaram mais de 1 hora para cruzar a fronteira, pois não informaram os dados acima a organização.  Vamos torcer para voltarem logo, estamos no standby, eu e Blois, os unicos da equipe que ficaram em território hungaro.

Enquando isso um bom youtube da manhã de hoje feita pelo Piombo da equipe argentina.  Gracias por el video !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

HUNGRIA 2010 Prova 1



Primeira dia de prova .... não voamos

Pesagem

Um item importante no campeonato mundial é a pesagem dos planadores.  Imaginem a pesagem inicial de apenas 150 máquinas voadoras !!  Cada classe tem o seu peso máximo de decolagem, por exemplo 600kg na classe 18m. Aqui não se voa com handicap, mas é importante todos estarem em condições de igualdade.

Passo #1 - Marcar o horário da pesagem, que foi feita durante três dias, de 15 em 15 minutos


Passo #2 na balança, na configuração de vôo

Depois fora a balança da cauda, cambão engatado e o peso da cabine.  O piloto em seguida sobe numa balança eletronica, e faz-se as contas, não precisa entrar no planador.  O meu planador passou 8kg, então 2 baldes debaixo das asas, com graduação em kg, tiramos 4 litros de cada lado.  Só faltou eu falar que devia ter mais uns 2 litros debaixo do banco, pois tinha um bom vazamento de água, agora solucionado com uma troca de peça de borracha da asa.


Ficha de pesagem com tudo anotado


Vale salientar que o pesador, o Art, é canadense e extremamente obstinado.  Organizou toda a pesagem e tocou o assunto durante os 3 dias mais quentes por aqui, das 8 da manhã as 6 da noite, com uma excelente firmeza.  Inclusive também checou a existencia de instrumentos como horizonte, bussola bohli, e a existência de matricula de competição.  Entusiasta voador nas Rochosas Canadenses, percorre o mundo a cada 2 ando, como voluntário nos mundias para reencontrar os amigos !

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Calorão !

!!!Heat Warning!!!

2010-07-21 12:07:44


Please note, that it is an ORANGE HEAT WARNING fot today and tomorrow. Hats, sunglasses, sunblock, and drinking a lot, also stay out of the sun as much as possible.

domingo, 18 de julho de 2010

Dia de descanso


Ontem não voei, a previsão era muito calor, ar estável, descansei mesmo, depois de 7 dias voando sempre com temperatura acima de 30 graus.

A meteoro para hoje, domingo 18/07 não estava grande coisa, estamos com a ajuda do Luca Berengua, que para quem não conhece é o meteorologista que ajudou no primeiro campeonato Sul Americano, atualmente mora na Espanha e possivelmente virá dar apoio durante o campeonato aqui em Szeged.    Subi na torre de controle, e vi os mapas meteorologicos, etc não muito bons, ar estável e quente para o dia.


10 AM
Bueno, veo que ya les roto el viento y aumento velocidad, lo cual
indica que pasó un sistema previo generado en las tormentas que
mencioné antes y es el viento norte como está ahora el que muestra la
pasada.
El sondeo de anoche en 00 UTC muestra las condiciones que mencione
antes, aunque creo que está un poco dificil llegar a 2000 mts.
Igualmente, con la modificación de masa de aire en capas bajas, no se
como evolucionará este sondeo que tengo (de las 2 AM en Szeged).
El cielo continúa despejado y creo se podrá volar, siempre controlando
finamente la evolución.
Los cúmulos aparecen con 31 grados superados y ojo los desarrollos.
Todo indica que la dirección del viento en las próximas horas cerca de
la superficie será norte ( o cercano a él), pero para tener en cuenta:
en altura el viento continua con tendencia SUDESTE!!!!!


Cláudio Blois e Moure chegaram depois de 1500km rodados, direto, a noite toda .... Fui comprar pão e leite de manhã, e na volta encontrei os dois no estacionamento da pensão. 

Na loja de pesca

Estourou o carretel do sistema que limpa as moscas na ponta da asa... Então achamos uma excelente loja de pesca próxima ao aeroporto, com tudo para .... pesca.  E também um carretel de fio bem fino com alma metálica para resolver o detalhe.  No final o Bassi arrumou, encurtando o fio, e o meu ficou para o Damian da Argentina.

Um campo de trigo para pouso fora

Inspecionamos os locais para pousar fora da pista, caso o pequeno motor de 20hp não pegue para me levar para casa.  Tem muito milho ainda não colhido, portanto ruim para o pouso fora.  Já trigo é bem melhor, principalmente nos campos já colhidos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dias quentes

Zlin Z-26 trainer , um dos rebocadores

As decolagens aqui são bem interessantes, a pista é irregular, gramadão mesmo, e tudo balança muito dentro.  Nos primeiros dias o conector de bateria estava meio solto, e desligava tudo na decolagem, isso já foi resolvido.  Como decolo com 600kg de peso, leva um bom tempo até sair do chão, mesmo com flap.  Teve um Ventus que recolheu o trem no pouso... A dica é inspecionar bem o trem de pouso, não pode ter folga no joelho do trem.

Entusiasmado piloto hungaro

Esperando para decolar, o sol tem suas fãs !!!!!!

Aos poucos organizando tudo

Ontem chegaram os australianos e americanos, estacionaram do nosso lado.  Um trouxe um JS1 Jonkers fabricado na África do Sul, será interessante ver a performance dele, e a pequena turbina a jato, que tem 17 minutos de autonomia para levar ele de volta para casa.

Todos os dias passamos fita vermelha nas tomadas "Naca" para evitar ninho de insetos

Todo flaperon & aileron tem furinhos talvez para melhorar a eficiência dos comandos ? Alguém pode nos esclarecer o assunto, Galvão na escuta ?  Para não esquecer de tirar o tape, a cor vermelha !

Ontem a noite fomos andar um pouco as margens do Rio Tisza, muito bonito, com o calor de 31 graus as 21:30, muita gente sentada nas escadas próximas ao rio batendo papo.  Pessoal andando de bicicleta, passeando, enfim curtindo a cidade.  Poucos turistas estrangeiros, creio que a maioria são húngaros mesmo.  

Hoje ultimo dia do campeonato FlatLand, começa o treinamento a partir de amanhã, mas o tempo está previsto para piorar a partir de domingo, com estou com 7 provas voadas (incluindo hoje).  Espero que amanhã chegue o PDA que encomendei da Eslovenia, pois existem áreas restritas e proibidas.  O Egon por exemplo entrou 2 vezes no espaço aéreo da Romênia ante ontem, agora já está prestando bastante atenção ao assunto.  Ontem o primeiro ponto após a largada,  118Mezöhegy , fica a 3,7km da fronteira.  Para o campeonato mundial, existe a previsão de voarmos no Romenia e Sérvia, mas ainda não sabemos se o espaço será liberado todos os dias ou não. 

A prova de hoje curtinha de 2h30 previsão de térmicas mais fracas 1 a 1,5m/s sem nuvens.. Será a sauna total, aliás o planador não tem ventilação forçada na janela, abro a janelinha e ponho a mão pra fora mesmo... O sol aqui está forrrrrrrrrrrrrrteeeeeeeeeeeee.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Szeged 2010

Mais um dia de excelentes vôos, secou um pouco mais a massa de ar, então um pouco de vôo no azul mesmo. Foi o quinto dia que decolei, e agora já um pouco mais feliz, pois aprendi a usar o computador de voo do planador, consegui por prova de ar, fazer o planeio final com 100% de acerto.  Agora só falta chegar meu novo PDA, que está prometido para o próximo Domingo.  Aliás, temos que tomar cuidado, pois mais gente teve objetos furtados.  O piloto Japonês me alertou que em caso de pouso fora, não se afastar do planador, pois aqui roubam as coisas mesmo...  Chegaram hoje Damian e Joaquim Blanco, da Argentina, eles trarão uma turma de 5 pilotos mais os equipes, será bacana ter mais amigos por perto.

Aliás o campeonato está com ambiente muito bom, a maioria são hungaros mesmo, amigáveis clima bom mesmo.  Será diferente no mundial, quando o clima é mais competitivo.  Hoje ainda tive que escutar sobre futebol, até por aqui a torcida era forte para que o Brasil ganhasse. 

Você rebocaria o seu planador com este Suzukinho ? 

Que planador é este ? Acabou de vir da fábrica, quem ganhar leva um ... donut, comentários ? 

Conflito de linguas, o planador é esloveno, a carreta alemã, em Português "COBRA FIM" ? ? ?

Que avião é este ? A cauda do Antonov, escreverei mais sobre ele num outro dia

O Campeonato Hungaro e a FlatlandCup.

Este campeonato que antecede o mundial é tradicional e acontece há muitos anos em Szeged.  Unico local onde são organizados os campeonatos na Hungria, uma vez que o país é pequeno, tipo 400km x 400km .  Então cada ano um dos grandes aeroclubes hungaros organiza o campeonato, mas a sede é sempre por aqui mesmo.  Neste ano o campeonato está sendo tocado pelo aeroclube Málev que fica próximo a Budapest, mas que temporariamente montou sua sede aqui em Szeged (que fica a 170km da capital).

Em outras regiões existem maiores restrições de espaço aéreo, seja por ser fronteira de outros países ou usina atômica, aeroporto Fehiregy (internacional) e base militar.  Aqui em Szeged conseguiram acordo para voar na Romênia e na Sérvia para o mundial, o que aumenta um pouco o espaço disponível.

A torre de Babel é da Europa do Leste.  A reunião de pilotos (briefing) é feito em húngaro com tradução para o inglês, algumas vezes meio dificil de entender.   Mas participantes Eslovenos, Eslovacos, e assim por diante.  Quando sentamos a mesa para beber algo, a mesa do lado sempre fala alguma língua esquisita. 
Pelo menos o hungaro estou conseguindo me virar bem, as aulas de conversação valeram a pena, algumas vezes me enrolo um pouco, mas quem falou que esta língua é fácil ? Com sua origem asiática das tribos além dos Urais, ela tem uma construção gramatical totalmente difernete do que conhecemos. 
O voo de ontem foi muito interessante, consegui sair com o pessoal do ultimo bandão, apesar de não fazer parte do campeonato, consegui aos poucos pegar alguns planadores no caminho. Afinal tem DG1000 voando junto com Nimbus 4, uma mistura grande de planadores.  Dei partida no motor após desligar do rebocador, para marcar o registrador, o sistema é bem fácil, mas requer sim um pouco de prática.   Tivemos 3 massas de ar distintas, o tempo um pouco instável não foi o problema, apenas 1 chuva isolada, o maior desafio foram os grandes buracos azuis.  Na ultima perna, vi que havia um azulão, e antes de entrar nela o planador trepidou muito seguramente foi o encontro de 2 massas de ar, a segunda obviamente morta.  Estou voando apenas com GPS „goto” pois o meu PDA foi sumido por alguém da pista.  Aí não caiu a ficha que poderia ter desviado pela direita (tempo bom) e ter ficado no tempo  bom,  resultado, fiquei a 300m camelando para subir novamente.   Comparei o voo com o Ventus do hungaro que ficou em 3 e esse foi o meu erro.   Estou ainda apanhando do ILECSN10, que ninguém usa, já é meio obsoleto, e sem o PDA com SeeYou me sinto a pé.  Até o planeio final foi errado, porque tinha 260m de reserva... Tenho uns dias ainda para me entender com o instrumento, e arrumar um PDA para voltar e me sentir bem com o painel de instrumentos.


Estou pesquisando a compra de um GPS Navigon para usar como PDA< tem a venda aqui na cidade, ou talvez o Oudie da Naviter, hoje preciso decidir para conseguir instalar a tempo do Campeonato Mundial que começa na próxima semana.   Equipamos o Sérgio ontem , meu equipe, com um GPS TOMTOM com os mapas da Hungria e Romênia, a Sérvia tem apenas as rodovias principais.  Espero que quando pousar fora ser deste lado da froneira.  Szeged fica a menos de 20km da fronteira.