quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ação Social

Um pouco de ação social foi feita em Chos Malal, o pessoal do encontro de montanha fez doação de brinquedos a uma escola pequena situada 50km da cidade.  As fotos foram tiradas pela Mireille, Osvaldo Ferrado, Ramon Chialvo dentre outros que organizaram esta boa ação.





Também fizeram doação para hospital local, em forma de material hospitalar.  Mas como nem tudo é trabalho, abaixo o tradicional final de dia a la Chosma.


O jantar de todos os dias no Canay em ChosMalal


Chuvas em volta

Na terça, decolei as1430, e fiz um voo de 3 horas, em volta das diversas chuvas.  Paisagem linda, lagos, vulcão Lanin, etc... Paisagem bem mais verde, sempre subia bem o planador no topo das montanhas, térmicas de 3-4m/s, mas não podia ir longe pelas chuvas.  Fui o unico a voar.




Lanin bem de perto, voei pertinho dele !


O pessoal do Canay onde sempre jantamos em Chos Malal, Chollo no meio

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

De ChosMalal a San Martin de Los Andes

Dia com fortes emoções !

Resolvemos partir para o sul, uma vez que não havia mais planadores em ChosMalal, todos haviam ido embora.  Agradeci ao Custódio (chefe do aeroporto) pela ajuda, guardamos o sistema de oxigênio para o próximo ano, carreta engatada, fui preparar o planador.


Vejam no canto direito da foto o "Cholo" numa esquina de Neuquen !!!

O dia estava bem instável, quando decolei as 11:20, o vulcão Tromen estava todo encoberto com chuva e tempo bem feio.  Resolvi ir pela Pampa seca, em vez do vale principal mais apoiado em pistas, mas com sinais claros de chuva.  Este caminho estava cheio de nuvens baixas, mas consistentes.  Com o vento Leste, batendo nas montanhas baixas, consegui voar ao lado da “ruta 40” com boa sustentação das térmicas desprendidas destas formações.  Não estava muito confortável pois voava em média a 2500m msl, ou seja entre 800 e 1300m acima do solo impousável.

Como apoio usei os pontos que tenho no GPS, primeira alternativa, Chorriaca 60km de Chosmalal, procurei a pista e não achei, depois Cholo me explicou que “a pista” foi feito para a Fuerza Aerea Argentina, ou seja é a rodovia um pouco alargada e 2 quadrados de concreto em cada ponta (vi do ar).  Aliás 2-3 anos atrás Rafael Larghi  pousou neste lugar com seu planador Minimbus.  Consegui manter contato com o Cholo, que estava levando a carreta e camionete, com seu rádio Terra e potente antena, conseguimos manter contato grande parte do vôo, aliás rádio este que não sofre interferência do motor do carro.

Em Zapala o tempo estava bem feio, tive que ter muita paciência, pois havia grande sombreamento e chuva, e Cholo me chama pelo rádio “Thomas la lança del carro se partio” pensei um pouco, o que é a lança da carreta ???  Bom, novamente o tubo que conecta a carreta no automóvel rachou, Cholo parou a tempo, pois notou um barulho estranho, que foi a rachadura, e a carreta mais instável.  Tentou andar mais um pouco, mas a rachadura aumentou, e chegou a poucos quilômetros de Zapala, mas não entrou na cidade.  Foi atrás de um pessoal de solda, que trouxeram uma máquina em cima de caminhão, etc etc   Faltou checar a carreta na parte da frente antes da saída em Chos Malal, com certeza a péssima ruta 40 vinda de Malargue com seu longo trecho de terrível cascalho ajudou a fragilizar a peça.  Também creio que o “nariz” da carreta estava  pesado, com material do planador, camping, etc... mas com certeza não pesava 100kg que é o limite, a peça já deu problemas antes.


Cholo me avisou por rádio, que eu poderia continuar que iria resolver o assunto rapidamente, eu estava subindo na frente da chuva, próximo a pista de Zapala.  E pensei, puxa pousar aqui na chuva não será legal, então continuei o vôo.


Notem o caminhão que trouxe a máquina de solda no meio da estrada !

O tempo estava estranho novamente, chuva por vários lados, cumulus mal formados não subia fui aos poucos desviando para o lado SE de San Martin, pois estava sombreado.  No final liguei o motor em cima da pista de Quemquemtreu que vi apenas no ultimo momento, pois fica mais baixo, num pequeno vale ao lado de um rio, de grama, estreita, não sei se daria para pousar.   A chegada em San Martin foi ótima, os alemães me receberam muito bem, ajudaram a levar o planador até o estacionamento de planadores.  Estacionei ao lado do ASH25Mi do Jurgen, e ao lado dele o Nimbus 4DM do Christof e Ohlmann.  Ou seja em boa companhia, espero que o planador aprenda um pouco como voar onda ao lado desses 2 !!! Os pequenos Ventus2CM 15m, Memerth e o Karl (o nosso voador de onda), estacionados do outro lado.


Nós voamos perto de vários vulcões, e sempre consideramos eles lindos !!! Mas de vez em quando eles "acordam", como este no lado Chileno

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Voo de Domingo

Voozinho de 420km (aprox), térmico, ida pelo vale da Cordilheira, passei nas pistas de Loncopué, Las Lajas até Zapala, todas asfaltadas e em bom estado.  A volta mais enrolada, CBs se espalhando, tive que ir pela Pampa Seca, onde não existe local de pouso alguma. Deserto total, voei os ultimos 150km em cima do Rio Neuquen, minha alternativa de aterrisagem em caso de tudo dar errado.  Térmicas fortes, fracas, rasgadas e outras ótimas.  Atravessei um pouco de chuva.  Voei entre 800 a 1500m acima do chão, meio "freak" pois o solo aqui é meio lunar.

Experimental:
Para ver este voo, só clicar neste link, tem os dados básicos do voo.  Dá até para baixar o arquivo .kmz e visualizar no Google Earth, queria algo mais simples, tipo por o google maps e sair direto.  Alguém pode testar o link, e ver se dá tudo certo e se tiver a dica de como eu ponho o google maps aqui no site, com o voo em cima, seria melhor ainda.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Fotos do Passeio ao Domuyo

Resolvemos andar um pouco de carro, fomos visitar o parque nacional do Domuyo, montanha mais alta da região, ao redor de 170km de estrada.  Nos primeiros 50km asfalto, e o resto, caminho de cascalho mesmo (ripio).


Povoado pitoresco no meio do caminho deve ter 100x1 ovelhas vs. pessoas


Preferencia total delas


A estrada no final era assim mesmo, precipicio total

Para quem pensa que andar na serra do mar é zig zag, vale a pena dar uma volta por aqui, é muito bonita a estrada, mas tem que prestar muita atenção, passamos por vários riachos que simplesmente passam por cima da "ruta 43".  Velocidade média bem baixa, e quase 2 horas sem cruzar com veículo algum.


Formações bacanas


A 2800m começamos a ter problemas para passar a neve

Aprendei usar o 4x4 da Toyota, pois atolamos de leve, tive que por o  reduzido total, demos a volta pelo mato mesmo, mas na segunda "lingua de neve", resolvemos voltar, pois se ficar atolado não teria ninguém para o resgate, ninguém sabia que estávamos lá em cima, celular não pega, etc etc... melhor testar o carro na neve em local mais adequado antes, só não sei onde !!! Estamos em pleno verão mas a quase 3000m ainda tem neve.


Soy jo


Papai curtindo na neve Andina

Las Ovejas

Voamos onda proximo a cordilheira dos Andes, e as poucas pistas são importantes como alternativas de pouso.  No passeio que fiz ao parque Nacional do Vulcão Domuyo passamos pela pista de Las Ovejas, não entendo porque existe uma pista tão grande num vilarejo de 1000 habitantes.  A pista ainda encontra-se pousável, apesar de aparentemente abandonada.

We fly wave near the main range of the Andes, the few runways are very important as outlanding possibility.  During a visit to Domuyo's National Park, we visited the Las Ovejas aerodrome, not sure why in such a small town they built in the past this airfield.  It's still landable, even for big gliders like the Nimbus 4.


Pista de Las Ovejas 2009, até Nimbus4 pousa nela


O terminal está abandonada, mas tem um morador




Onda próximo a Chos Malal


Vulcões no horizonte, o mais longe é Chile


Lenticular animal


Limpei o planador com um pano molhado, deu no que deu, 2h depois no voo a 7000m minha asa cheia de gelo, um perigo, mas estava muito bonita não ???


O fiel companheiro, ONDA, sempre feliz quando pouso ou chego no aeródromo de Chosmalal

sábado, 5 de dezembro de 2009

Voo de sábado com neve

Vôo de Sábado. 400km

Após  ir ao torneiro mecanico resolver o suporte da camera fotográfica, rumei para o Aeródromo de ChosMalal.  Um novo desafio, fazer tudo sozinho, já que praticamente todos foram embora.  Cholo foi para General Roca, levando o biplace IS28, e volta hoje a noite, ele ficará como equipe do planador TO. Aqui  precisamos de ajuda para tudo, pois o vento forte, frio, baterias, oxigênio simplesmente não dá para faze tudo sozinho.



De manhã  lenticulares lindas mostravam uma onda que não deveria existir, pois a previsão do vento era outra.  Até eu decolar as 11:00 ela já tinha ido embora, em compensação excelentes térmicas de 5m/s deram um forte entusiasmo inicial para o vôo de hoje.  Aproei o deserto, ou seja lado leste pois as nuvens indicavam térmicas boas, e queria variar um pouco a paisagem. 


Formações diferentes do lado leste de Chos Malal, a caminho do Lago Barreales

Até o lago Los Barreales, bem grande com 170km2 de superfície, consegui ir bem, depois estava muito azul o céu, resolvi aproar Zapala/San Martin, voei mais uns bons quilômetros, mas vi que havia tempestades no vale principal da Cordilheira dos Andes, próximo a Zapala, resolvi voltar para ChosMalal. 


Tempo ruim em volta, um buraco para atravessar já próximo a Chos Malal

A volta foi um pouco difícil, pois as térmicas já não funcionavam tão bem, toda energia indo para as tempestades que se alastraram.  Fiquei surpreendido com a velocidade que o tempo foi mudando, no Brasil de meteorologia tropical bem umida, conheço bem o funcionamento do ciclo das frentes e chuvas isoladas, Cumulus Nimbus, etc. Mas aqui, clima temperado com Cordilheira, tudo é diferente.  Fiquei tenso porque em vários locais a base baixou bastante. 


Rio Neuquen e o tempo mudando

As precipitações eram de neve, pois a base estava a 3000m, zero graus Celsius.  Mas tudo virava virga, ou seja não chegava no solo, como aqui é muito seco, evapora antes de tocar o deserto.  Nas Montanhas certamente teremos mais neve amanhã, pois aí as nuvens praticamente encostam nelas.  Esta região é muito seca, e chove normalmente a partir de maio (junho/julho). Pela primeira vez peguei neve em voo, sem entrar em nuvem, chuviscou neve mesmo, na foi muito forte, mas o suficiente para ver no plexi do planador, como estava frio não derretia.


Base das nuvens descendo

Confesso que fiquei um pouco preocupado neste vôo principalmente com as bases baixando, e o tempo fechando em vários lugares.  Mas tinha bastante sol ainda no lado Leste, e também em áreas da Cordilheira, serviu de aprendizado meteorológico.  O tempo não fechou completamente, mesmo depois do pouso, ainda vi várias áreas ensolaradas.


Vista do céu após o pouso

 O planador precisa ser cuidado, tenho forte cheiro de gasolina na cabine, creio que existe um vazamento (novamente !!!) no tanque esquerdo, hoje fiquei até um pouco mareado pelo cheiro da gasolina da YPF  Fangio XXI (gasolina automotiva de alta octanagem).  E o freio de roda está com um ruído bem estranho, deve ser a lona gasta, mas que tem que ser verificada.  A previsão do tempo não parece ser muito boa nos próximos dias, então na segunda feira irei arrumar tudo isso.

Saturday flight


After making a new base for the camera support, I  headed to ChosMalal’s aerodrome.  A new challenge, do everything without any ground help, since nearly everyone left.  Cholo went to General Roca, to deliver the club’s two-seater IS28  and will be back tonight, he will be TO’s crew for the remainder of this trip. Here we need help for everything, due to the constant strong winds, cold, batteries, oxygen, etc etc

A nice lenticular cloud this morning showed wave that should not exist according to the wind forecast.  Until I take off at 11:00 it was gone , but excellent thermals of 5m/s gave a strong initial enthusiasm for the flight. Went to the desert (east) as the clouds showed good thermals and a new landscape is always welcome vs. the main Andes Valley.  Till Los Barreales lake the day was strong and good, but than there was very blue sky,  I decided to head to Zapala / San Martin, after a few km I decided to return home, as the storms in the main valley of the Andes were growing fast.

Returnin was a little difficult although the 20km/h South wind helped, part of the sky energy was in shade or  going to the storms that raged. I was surprised at how fast the weather changed,  in Brazil's tropical and humid weather I know the meteorological cycle of the fronts and isolated rains, Cumulus Nimbus, etc.. But here, with temperate climate, high mountains, everything is different. I became tense because in several places the cloudbase lowered more than I was comfortable with.  Rainfall was snow, as  cloud the base was at 3000m, zero degrees Celsius.  No rain touched down, virga ?. Mountains certainly will have more snow tomorrow, as the clouds just leaned on them. This region is very dry, and it rains usually from May (June / July). For the first time I got snow in flight, without entering a cloud, snow even drizzled in was very strong, but enough to see in the plexi of the glider, was cold and did not melt.

I confess I was a little worried during this flight especially with the cloud bases dropping. But there was always nice sunshine on the east side, and also in areas of the Cordillera. This day served as a weather learning process.  The weather did not deteriorate completely, even after landing, I saw several sunny areas.

The glider must be taken care of, I have a strong smell of gasoline in the cabin, I believe there is a leak (again!) in the left wing tank, I was nauseated by the smell of Super Fangio (automotive gasoline, high octane). Also the wheel brake has a loud  noise, the drum brake might need replacement of the …… (forgot the English name).  Let’s hope for the weather to improve , wave please !!!