sábado, 7 de novembro de 2009
POUSADO EM SAN JUAN
Chegamos em San Juan, dia bem dificil mesmo, depois conto mais !!! Agora jantar e dormir.
Londres - Catamarca - Argentina
Os lugare pequenos sempre surpreendem, esse foi o caso desta pequena vila. Desde a nossa acomodação, até as ruinas indígenas, onde aprendi um pouco mais sobre os Incas que vieram dominar a população local, os Diaguitas, que já andavam por aqui a partir do ano 600 d.c., índios alguns mais belicosos outros menos. Os diaguitas cultuavam o Jaguar, raios e trovoes !!! Pelo que lembro do museu, mais pode ser encontrado no google com certeza. Mas andar ao vivo e a cores no local vale a pena.
A dona do Casario onde dormimos tem longa história, com vários quadros e comendas penduradas em sua casa, realmente o respeito ao passado, muito forte em toda a Argentina.
O pátio interno da casa muito interessante, talvez relembrando as construções de Espanha, no verao aqui faz 40 graus e no inverno zero , grandes extremos
Fomos visitar "El Shincal" as ruinas indigenas , não se ve muita coisa, apenas alguns muros de pedras, mas a história do local é impressionante. Capital de provincia construida y habitada por los incas entre 1470 y 1536, El Shincal de Quimivil es hoy un parque arqueológico monumental erigido con el fin de resguardar más de un centenar de recintos enclavados en un paradisíaco paisaje. Habiendo quedado inserto con el paso del tiempo dentro de los límites territoriales del Departamento de Belén, se ha convertido en uno de sus principales atractivos y en una razón común de su visita ineludible en el recorrido de la provincia de Catamarca.
Museu na entrada não tem nada a ver com Cuzco, que pretendo ir um dia, mas muito interessnte também
Voando nas montanhas proximos vi algumas pequenas construções de pedra, quem sabe feitas ainda pelos Incas, pois é no meio do nada mesmo, mas muito pequenas para bater foto.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Salta a Londres
Decolei rapidamente com o DG, e junto o Rafael Belton do Aeroclube com o ASW15 do clube, ele foi o dono de um DG800b que hoje é do Marcelo Martino. Voamos junto um pouco, bati fotos aéreas, mas logo o DG despachou o ASW, e fui rumo sul, ele voltou para cima do Aeroclube. A cordilheira estava meio fechada proximo a Salta, então voei mais ao sul ainda pelo vale. Avisei o Rocco por SMS, aqui pega em voo, que nao iriamos a Cafayate, e sim para São Miguel de Tucuman, porque a serra estava fechada. Meia hora depois logicamente abriu tudo, e voei em cima de cordilheiras fantásticas, desertos etc. Térmicas fortissimas em alguns já que a região é muito seca. Para subir um pouco de dificuldade mas uma vez em cima, voei no topo das montanhas por longos quilometros, com vento de cauda.
ASW15 de Salta com Rafael Belton
Um pouco de oxigenio já que voei entre 10.000 e 18000 pés, 3000 a 5000metros. Usando o SPOT e SMS avisei o Rocco que iria para Londres, pequena cidade ao lado de Belém. Uma hora depois ele respondeu ok, mas ainda estou em San Miguel de Tucuman com muito transito. Eu já estava quase em cima de Londres, isso ainda as 17, poderia ter voado mais uns 200km para o sul, o por do sol é bem tarde.
Passei por uma pista com terminal de passageiros (estava a 5000m) mas vi uma infraestrutura impressionante, depois vim a saber que é de uma mineradora que extrai ouro ... Ainda bem que não tentei pousar lá. Ficava no meio de um deserto, sem vegetaçào ou cidadezinha a vista (Campo Arenales).
Deserto mesmo
Voltando a Londres, a pista de asfalto excelente, não tem movimento algum. Após o pouso o pessoal a estrada ia parando para ver o que estava acontecendo, juntaram umas 10 pessoas, considerando que a população local não deve passar de 2000 pessoas... A polícia foi chamada, normal nestas partes remotas, para fazer a fiscalização, o simpático defensor da lei anotou num papel velho todos meus dados e do planador. Depois me deu carona para a cidade, explicou sobre a fundação da cidade, em 15xx, uma das mais antigas da Argentina, pois era rota das riquezas a serem exportadas para Espanha, pelo Chile.
Relevo muito acidentado
Na pequena cidade arrumei acomodação na casa da Sr Pola, por R$18 por pessoa não dava para esperar muito, jantei ao lado mesmo, e fui dormir um pouco mais cedo, mesmo com o som bombando forte na praça única, e as motocas dando várias voltas. Acordei no meio da noite, e nada do Rocco, fiquei preocupado, ele chegou as 1:30 da manhã !!!! A viagem dele foi muito mais aventura que a minha, entrou IFR a 3000m de altura, com neblina forte a noite, numa estrada não pavimentada com curvas fechadas no meio da cordilheira, velocidade de 12km /h ...
Pista de Londres (Argentina)
Recepção ótima !
Tratamento VIP , até carona para a cidade com direito a city tour no carro oficial !
Uma das cidades mais antigas do país, Londres by Catamarca
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Salta primeiros voos
Na terça, tivemos que terminar uma série de pequenas coisas no planador, adequar as baterias adicionais, levamos 3 horas só mexendo nas caixas adicionais. Após montar o planador fui voar por 1 hora, o tempo estava feio, encoberto, em altitude, vento forte nas alturas, mas baixo no chão. Fui com motor até 1200m arpoximadamente, acima das nuvens stratus, pensei que fosse fazer apenas um planeio para o chão. Mas .... peguei uma boa sustentação entre 2 camadas de vento, e realmente sustentei um bom tempo, cerca de meia hora.
Aeroclube bem formado com 2 planadores, um Puchacz e um ASW15. A maioria voa avião, mas tem o pequeno viés do voo a vela..
Arrumando as tralhas na chegada
Aeroclube bem formado com 2 planadores, um Puchacz e um ASW15. A maioria voa avião, mas tem o pequeno viés do voo a vela..
Rafael Belton nos ajudou muito, ex dono de um DG800 argentino. Arrumou as cartas aeronáuticas para tirar copia colorida, além de explicar como funciona com o controle, o Aeroclube fica a 15km do aeroporto grande, tudo na tranquilidade, só precisa chamar a TWR a 450m e avisar o sentido do voo.
Fomos ao sapateiro resolver algumas costuras das amarras
da caixa de baterias.
E passeando pela cidade, uma ultra moderna camioneta, que deve servir para os resgates no meio da Cordilheira dos Andes.
Chegada em Salta
No domingo fui checar todo equipamento eletronico, e descobri que meu IPAQ não ligava de jeito algum. Desespero total, mas logo depois consegui 2 emprestados, agradeço antecipadamente o Felipe Dantas e o Renato Tsukamoto pelo empréstimo, isso no Domingo de manhã no meio de um feriado com tempo maravilhoso em São Paulo.
Como toda viagem o início é sempre um pouco conturbado. A conexão para Salta foi muito ruim fiquei 7 horas em Buenos Aires esperando o vôo da Aerolíneas, que ainda atrasou 1 hora. Recomendo aliás quem tiver que ir para Argentina e fazer voos internos olhar a LanChile, ela virou concorrente séria ao monopólio da Aerolineas/Austral.
O revoltante foi não poder registrar Receita Federal o PC, e alguns equipamentos, só começam a trabalhar as 08:00 da manhã !!!
No vôo para Salta bati papo com o vizinho, que planta Tabaco na região, e estava mascando umas folhas... Conversa vai conversa vem, eram folhas de coca porque ele tinha medo de voar. Disse que mascava o tempo todo para aguentar o calor e a falta de ar gerada pela pouco oxigênio acima de 2500m. Sugeriu eu testar isso para voar de planador ! Acho que os voos iriam ser mais alegres com umas folhas na boca.
Em Salta Eduardo Rocco e Dalva Prado me aguardavam no apertado terminal de passageiros para os 2 voos de Buenos Aires que chegaram ao mesmo tempo. Fomos jantar direto no calçadão de Salta muito bonito por sinal. Cidade com várias praças , e monumentos históricos, mostra todo seu legado espanhol, sendo inclusive bem cuidada.
Seca total na região nos ultimos dias a temperatura tinha passado dos 40 graus, mas felizmente no dia seguinte a minha chegada, amanheceu com 18 graus, passou uma frente fria seca. Aqui as frente apenas "roçam" as montanhas, a maioria desvia para o leste e vai para o Brasil mesmo.
Porque SALTA ?
Sempre me interessei pela Cordilheira dos Andes, mas não tinha voado nesta região no Noroeste da Argentina. Sabia que não haveria a "onda" pois ela desapareça um pouco ao Norte de Mendoza, devido a rotação dos ventos do sistema de Alta pressão do Pacífico. A região tem latitude similar ao PR no Brasil, um pouco mais perto para vir de automóvel, apenas 2700km de São Paulo. Explorar novas fronteiras é preciso ! Com a visita a San Pedro de Atacama 2 anos atrás, realmente fiquei com mais vontade ainda de visitar a região.
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