domingo, 27 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
PWC ÍNDIA - Briefing Inicial
PWC
Chegamos 1 hora atrasados para o registro dos instrumentos, mas o briefing de segurança atrasou ainda mais, então não tivemos problemas sobre o assunto. Tivemos que preencher mais um formulário, repetindo os dados de passaporte, visto, endereço, desta vez para o governo estadual dizendo que voamos por conta e risco, acho que ao todo foram 6 formulários desde que chegamos, e todos eles mais ou menos com a mesma informação, além de 6 fotos tamanho passaporte que tivemos que entregar. A burocracia Indiana mostrou bem suas garras por aqui !
E aqui vamos nós participar da farofa !
Já na palestra explicaram a técnica de pouso nas plantações de prateleiras (quase todas), também como devemos reportar o pouso, tudo via SMS e vários outros detalhes. O Diretor do campeonato é o Debu, com um inglês britânico, ou seja morou por lá uns anos, mas o Diretor de Segurança com seu inglês indiano foi bem mais difícil de ser compreendido, mas como a palestra dele foi cópia de instruções detalhadas que nos passaram deu para entender tudo. Vencida esta etapa, voltamos para o hotel e mais um ótimo jantar indiano não apimentado.
Mc Leod Ganj - Dalai Lama City
Dia 7
Neste dia já estávamos propensos a descansar um pouco, e com aumento da umidade, organizamos nossa ida para a cidade acima de Dharmshala, chamada de McLeod Gang, que é onde fica o Dalai Lama. Levamos quase 2h para cobrir os 50+km até lá, pois as estradas nessa região da Índia são o caos total, os carros não podem passar de 40km/h, pois tem de tudo na rua. Passamos por dentro das pequenas vilas, com todo o comércio de frente para estrada, e como as ruas não são largas e calçadas inexistentes, dá para entender porque nossa velocidade média foi de 25km/h, de carro !!! Também não adianta ir de trem, porque apesar de existir, ele é mais lento que os automóveis...
Estrada para Dharmshala
Andamos pelo templo do Dalai, que não estava lá, e entendemos um pouco mais da história do Tibet e do Budismo praticado lá. A invasão do Tibet pelos Chineses em 1952 (aprox.) resultou no êxodo em massa para o norte da Índia, pois na época de Mao começaram a matar os monjes, a literalmente destruir toda a cultura religiosa do pequeno país das montanhas. Pelo que entendi Mao detestava religião, para ela era o símbolo do atraso do China, o Budismo praticado na China vinha do Tibet, inclusive porque o primeiro Dalai Lama havia sido nomeado séculos antes por um poderoso rei da China, ou seja os 2 países com histórias bem interligadas. E pela visão dos Indus/Tibetanos, os chineses precisavamo cortar pela raiz a influência religiosa do Budismo que atrapalhava a adoção plena do comunismo na China, o resto já sabemos pela história.
Feirinha e lojas de todo tipo de lembranças para turistas, de tecidos a lembranças caríssimas feitas de bronze. Uma guia turística inglesa que pela nossa camiseta viu que éramos pilotos, puxou conversa, porque ela voa também, no sul da França, acabou passando muitas dicas de atrações turísticas nos próximos destinos após o Himalaia, tão detalhista que escreveu tudo numa folha de papel na medida que ia falando, tivemos novamente sorte.
Um grande desmoronamento na estrada subindo para Mc Leod Gang
Arroz vendido em embalagens que mais parecem detergente de supermercado
Na loja de quinquilharias estavam tentando vender a tigela que vibra, demonstrou umas 20 pelo menos, mas no final ninguém levou nada
Cidade do Dalai, Mc Leod Ganj está cheio de albergues e hotéis baratos, cheio de turistas de todos os cantos do mundo. Muitos jovens mochileiros, e propaganda de cursos de todos os tipos. Ruas estreitas com lojinhas por todos os lados, baratas e caras. No final tivemos a sorte de conversar com uma guia inglesa, que nos passou todas as dicas para Agra e Jaipur, inclusive escreveu tudo numa folha de papel, que serão nossos destinos depois de voar aqui no Himalaia.
Para quem quiser dar aula de Yoga
Ultimo voo antes do PWC
No dia 6 de voo o tempo amanheceu super bonito, já que as 7:00 já estávamos no gramado fazendo aula de Yoga (ou Ioga ?) , conseguimos seguir a progressão do dia, entretanto começou entrar umidade mais tarde e isso mudou bem a expectativa do dia.
Nosso táxi já tinha aprendido que não era necessário buzinar o tempo todo, aqui em média todos motoristas apertam a maldita a cada 10 segundos, acho que sem esse barulho não conseguem dirigir. Claro que para desviar das pessoas, vacas, motos, buracos nas ruas e até mesmo dos outros carros a buzina ajuda, mas na subida para a rampa, bem menos cheia, não precisa o tempo todo.
E 45 minutos depois estávamos na área da decolagem, papeamos com os conhecidos entre eles um piloto de duplo Holandês (acho) que voa com a esposa todos os dias com o duplo Kuat vela Brasileira fabricada pela SOL e também com alguns outros pilotos que fomos conhecendo. O que mais escutamos mesmo é russo, acho que mais da metade do pessoal que vem para Bir-Billing é deste país, apenas 6h de voo de Moscou. Sempre temos que tomar muito cuidado, pois muitos deles tem pouca experiência e voam de forma estranha, enfim ainda estão aprendendo, o que com mais de 100 velas voando com base relativamente baixa pode ser um pouco desafiante.
Voo do dia
Resolvemos voar juntos nesse dia, então logo depois da decolagem da Karina lá fui eu experimentar novamente os ares, vale salientar que a brisa aqui foi constante TODOS os dias praticamente da mesma direção, com velocidade ideal, ou seja decolagens muito fáceis e seguras. Como muita umidade estava empilhando novamente na proa de NE, resolvemos ir para o lado SW, o mesmo que eu já havia ido no dia anterior. Voei junto com a Karina, dando alguns toques para ela, pois ela ainda estava um pouco inseguro de sair para navegação. Com minha vela para peso de 114kg e a dela tamanho small, acabava voando mais rápido, então tive que fazer algumas curvas de espera, para poder voar junto. E acho que aos poucos ela conseguiu entender melhor a dinâmica do voo de montanha. Ficou um pouco mais receosa quando estava no vale e levou um pequeno “front” que reabriu rapidamente, mas depois voltou para a montanha e começou a subir bem novamente.
Karina na sua primeira navegação aprendendo a voar perto das montanhas
Nós pilotos acostumados a voar nas planícies, sempre queremos ter muita altura em relação ao solo, como segurança, aqui funciona do contrário, enquanto estamos altos nos vales, tudo desce, as térmicas e o lift funcionam próximo a alta montanha, então se aproximar do solo é sinônimo de subir mesmo. Muitas aves de rapina voando também nos ajudam a centrar melhor as térmicas das montanhas. Eu nunca tinha fechado orelhas no meio do voo, mas foi a forma que encontrei para dar mais segurança para nossa pilota que andava um pouco insegura sobre a região. Conseguimos fazer nosso objetivo, o pilão 360 que é um bom pouso no topo da motanha. O Adnar com sua vela mais veloz fez todo esse percurso muito mais rápido a bordo do seu Peak3, a performance é totalmente diferente vs. o meu Chili3 (En-D vs. meu En-B) em compensação sofro menos com a turbulência que encontramos nos ares daqui. Pousamos próximo da outra ponta da cidade, num local não oficial, foi uma boa experiência, achava que o terreno era plano, mas próximo ao pouso vi que eram terraços também, e a técnica é aterrissar ao longo paralelo aos degraus, para não descer batendo tudo. Nós pousamos razoavelmente bem mas vimos o show de outros no meio dos arbustos, caindo dos degraus e assim por diante, engraçado mesmo.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Meu primeiro pouso num campo de futebol, mas na ÍNDIA !!!!!
No dia 4 de voo, fui para o SE, foi bem interessante testei as possibildades de fazer o voo mais eficiente, na verdade não precisa girar quase térmica alguma, é só voar paralelo a montanha que tudo sobe ! E avistava plantações, crianças na escola, que quando me viram começaram a gritar e acenar para mim. Muitos parapentes voando, alguns pousam no topo da montanha, tem um local chamado de 360 graus, dá para pousar de qualquer lado. Mas na volta, resolvi experimentar um pouco o vale, que subia pouco.
Como no Brasil o comitê de recepção no pouso cheio de crianças, e o inglês quase inexistente, não passa de My Name is ... falam muito pouco, mas melhor que meu Hindi :)
Não consegui chegar no pouso oficial, inventei de ir pelo vale e tive que pousar antes do local oficial. Estava na duvida entre o campo de esportes de um Monastério enorme, mas preferi o campo de futebol da pequena cidade de Joginder Nagar. Não tinha muito outra opção, e aliás foi o MEU PRIMEIRO POUSO EM CAMPO DE FUTEBOL NA ÍNDIA !!! Aqui são poucos os campos de esportes, e futebol perde de longe para Cricket como esporte oficial do país.
Foi um pouso muito curto, estava com medo dos fios de alta tensão a direita da foto, então pousei no primeiro 1/4 do campo, aproximei bem, tudo deu certo. Até o taxista já estava a postos para me levar de volta para BIR. O resgate custou 100 rupias, USD1,6 ... ou seja dentro do baixíssimo custo India.
Meu primeiro pouso fora do local oficial, e o primeiro campo de futebol da vida
A saída do campo, já dentro do Taxi, de volta ao caos da vida urbana desde populoso país.
Dia de visitar Baijnath
O dia de voo foi estranho com superdesenvolvimento cedo, ceu meio turbulento, tudo subindo no vale, a maioria pousou cedo, não valia a pena arriscar, então fomos passear.
Como cuidar bem da vela, o sujeito ficou pelo menos uns 40 minutos dormindo em cima dela
Fomos visitar um templo indu próximo, uns 15 minutos de taxi. Fica em Baijnath é o templo de Shiva, que é um dos mais antigos do país. Construído há 2000 anos, é realmente super antigo.
Segundo as explicações que tivemos a pedra negra que é reverenciada dentro do templo é shiva sem forma, e foi trazido pelo rei de Sri Lanka (sul da India) há 3000 anos que o retirou do monte Kailash, mas em seu caminho de volta a pedra so seu reinado a mesma foi tirada dele, porque o rei já era muito poderoso, ficaria ainda mais, e não mais conseguiu levantar ela do chão, onde foi construído o templo.
Vaca é considerada sagrada porque o Budismo Indu acredita que é a ultima reencarnação antes do ser humano, segundo as explicações da dona da nossa pousada
Família devota dentro do templo de Shiva
Ganesh representa com sua trompa a grande força e ao mesmo tempo a delicadeza de levantar uma agulha, com suas orelhas grandes escuta, e o grande estomago digere tudo
Muita devoção dá para ver no rosto das pessoas, creio que as imagens são bem fortes, e dizem bastante dos costumes locais. Novamente nenhuma explicação em inglês, a sorte que a dona da pousada nos explicou antes o significado dos elementos do templo e a intensa devoção ao deus Shiva.
No mercadinho em Baijnath
Todos sorrindo, será que a Karina comprou muita pintura ??
Comida na rua sempre meio complicado na Índia
Vaca vira-lata, nos contrafortes do Himalaia elas são menores
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
MAIS FOTOS
Fotos complementando meu texto do voo para Dharmshala
Próximo a Palampur, atravessando o vale, acredito que proximo ao Big Face
Rock face chegando e Dharmshala, e um parapente azul na foto, como somos pequenos com estas montanhas gigantescas ao fundo
Mc Leod Ganj - cidade nas montanhas onde mora o Dalai Lama, e ponto de virada para eu voltar a Bir, voo de 85km , base estava baixa, estava quase nas nuvens..
Nesta imagem dá para veros braços das montanhas, voamos bastante tempo proximo ao terreno, e de quando em vez uma boa térmica nos leva para longe da montanha
Pequeno templo ao redor de 2100m, todos com bandeirolas ajudam o nosso voo :)
Templo em BIR visto de cima, antes do pouco, notem as bandeirolas na parte alta da foto, são bandeiras de reza budista
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